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quarta-feira, 7 de outubro de 2015

solidão crescente...



este poema traz palavras de sol
e delas nasce vida,
e há uma linha azul onde sobrevoa
uma gaivota sobre o mar
já se afasta, e o poema apenas a começar
mas a palavra é audaz e tanto lhe faz
vai continuar...aproxima-se a onda
molha-lhe o vestido, ai quantos sonhos
terá ela tido!?
menina, mulher, triste ou ferida?
desiludida, gélido o olhar!
e o poema a querer conquistar.

mas a palavra é um astro iluminado
e o poema prolonga-se decidido a ser partilhado
é a solidão crescente
e não há palavra que aguente
continua numa forjada procura
de querer alegrar a menina mulher
susssurra-lhe ao ouvido
mas é tarde, para ela já nada faz sentido.
deita-se na corrente, assim
não há poema que aguente.

natália nuno
rosafogo



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