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domingo, 9 de março de 2014

lágrimas do tempo...



Hoje o tempo chora,
até parece fingimento
chora sempre na minha janela
noite e dia a qualquer momento.
Ouço a toada da chuva
e me sinto cativa,
menos viva
porque o tempo cinzento
me deixa sem asas
com a vida num labirinto,
com o olhar embaciado
às cegas, assim me sinto.

O tempo chora,
sua mágoa refugia-se no meu peito
deixa minhas palavras cinzentas
minhas ideias nevoentas
meu sorriso fica desfeito,
dentro de mim a solidão
o tempo não se compadece
eu que tenho por mim e por ele
compaixão.

Um cheiro a terra molhada
traz-me uma vaga de saudade
da terra por mim amada
onde havia tanta claridade
e à noite a lua vinha vermelha
como criança apanhada de surpresa
a noite era velha
e tão longa,
hoje a lua não vem
sou eu que choro o tempo
é o tempo a chorar que me entretém.


natalia nuno
rosafogo


2 comentários:

PÈTALA disse...

Olá Natália

Poema maravilhoso
Onde se lê a memória
Só um coração ditoso
Dele, fará história!

Apesar de se sentir o peso da tristeza das palavras, não deixa também de mostrar o quanta força ainda existe nessa tua alma poética!

Estou com uma pontinha de tristeza por nada dizeres em relação aos meus comentários anteriores. Sabes que sou pessoa comunicativa e que me interesso com quem comunico. E basta apenas, se mais não for, pelo menos um olá. Pode ser? Muito obrigado.

Tudo de bom para ti e para todos os teus

Beijinhos



Natalia Nuno disse...

Tens razão João, tenho falhado um pouco, olha amigo para além de andar aqui e ali por outros sites, também quarta feira 12 vou apresentar o livro aos serviços socias da administração publica e no dia 23 vou à minha aldeia fazer o mesmo, de modo que tenho andado a preparar estas coisas que como sabes dão trabalho, não vou dizer o mesmo em sítios diferentes e estou sozinha nisto, já é um pouco complicado mas lá vou conseguindo. Peço desculpa de não ter conseguido ainda responder-te, pois sabes que gosto também de me alongar quando converso contigo.
Também te desejo tudo muito bom

beijinho