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terça-feira, 11 de março de 2014

De quantas maneiras te amo?



De quantas maneiras te amo?

Olho o verde macio
que ondeia à brisa
caminho em busca de vida
esquecendo o vazio.
Há muros a ruir
num emaranhado de vegetação
exuberante
e em mim a saudade a surgir
a todo o instante
pegando-me na mão.

Olho os arbustos casados
com as trepadeiras
e penso..
Amo-te de quantas maneiras?

Um gaio voou
por cima da minha cabeça
e uma pega relampejou
pousando num abeto
e eu amo-te e é tanto por ti
meu afecto!

Como represar um rio?
Se a água transpõe todos os obstáculos?
Perdem-se as palavras
como o esvoaçar dum falcão,
voando sem rumo nem direcção.

E eu amor,
amo-te de quantas maneiras?

escrito na aldeia em 27/02/2014


1 comentário:

PÈTALA disse...

Olá Natália,

Amas de toda a maneira
O teu coração é enorme
Foi assim a vida inteira
Por isso tua alma, não dorme!

És poeta de mão cheia
Mora em ti a nascente
Nascida na tua aldeia
Não mais parou a corrente!

Continua com estes presentes tao especiais!

Ler-te é um deslumbramento, sempre!

Beijos

João