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sábado, 8 de setembro de 2012

Quietude
















Jamais a morte!
Vislumbro minha estrela do norte
teço-lhe confidências,
também ao mar,
dos caminhos que percorri
das pedras e conchas que galguei
o que na alma senti
tudo o que sei e não sei
e que palpita no meu seio em flor...

falei-lhes de amor,
o que nos braços embalei
e o que em sonhos sonhei,
continuo a olhar a estrela
no céu da minha ansiedade
dia e noite tenho o condão de vê-la,
se a perco por instantes
fica o meu sonho em suspenso
em nuvens de azul infindo.

é grande a liberdade
do pensamento,
ainda que dia a dia a desmoronar,
ouço o marulhar do mar,
seu bulíçio a contrastar
com a quietude que no coração me vai
onde não se ouve um ai!

Um dia amei, amor jurei
amor gigantesco como o sol e a lua
a que meu coração deu guarida
amei e sonhei
e este amor continua
só assim a vida merece ser
vivida!

rosafogo
natalia nuno






 

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