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quinta-feira, 21 de junho de 2012

QUEM MORREU?



Levantam-se os ciprestes
Quem foi que morreu?
E aos ventos agrestes
Minha alma grita...aflita
Não fui eu!

Há sempre um sinal de desalento
A cada noite ao adormecer
Os olhos se apagam de fadiga
É o tempo que está a morrer.
Já a solidão tudo esfria
O tempo tudo corrói
Só ao sonho suplico companhia
Enquanto há um pouco de luz
na queda que dói.
Sobre o campo adormecido
há um escuro que se amontoa
estou-o vivendo, por mais que doa.
Nas horas da vida há ondas alterosas
e espumas furiosas.
E meu rosto olha o sol que se apagou,
meu barco ainda assim não  naufragou...
Resta um tempo que me destrói,
mas ao mesmo tempo me realiza
Caminho onde chego... e a vida
se suaviza.

natalia nuno
rosafogo


2 comentários:

PÈTALA disse...

Olá Natália

Cantos de rara beleza
Cheios de sofreguidão
Que denotam a certeza
A vida que trazes na mão!

Quem a vida sabe viver
Por ela amou e foi amada
Não se deixará remeter
A uma porta fechada!

A vida é sempre esperança
Nunca a deixamos em vão
E nesse coração ainda dança
O polar de música no coração!

Beijo

Bi eL disse...

Olá, Natália, boa noite.

Muitos parabéns pelo teu blogue e muito obrigada por este poema. Já o tinha lido no Luso, não podendo comentar, com muita pena minha, porque já lá não estou, há muito tempo.
Ainda bem que consegui encontrar o teu blogue, que está fabuloso, tal como é o teu talento e a poesia que (te) alimenta(s). Parabéns imensos :)

Um beijo, Natália e boa semana.

B. Luz