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sábado, 24 de março de 2012

SILÊNCIO EMPEDERNIDO


























Há um silêncio impedernido
Moendo-me de saudade
De tudo que me foi querido
E fez minha felicidade.
Saudade que é erva daninha
Lembrança que faz doer
Mas que é minha....minha!
E que não quero esquecer.

Dor que não vai cicatrizar
E nem sei onde me vai levar!

Lembranças que passam em procissão
Neste silêncio entardecido
Lembranças que só calarão
Depois de ter morrido.
Minhas ideias se inquietam
São como cortina rasgada
A vida é pouca...muito pouca
quase nada...
Muda de cor a cada momento
Mais tarde ficarei só,
com o esquecimento.
Tão só,
que nem a saudade vem,
ninguém me espera mais além.
Ninguém...ninguém!
Trago as horas cansadas
O gesto tolhido,
palavras, as mais das vezes
desencontradas.
Neste silêncio impedernido.

Apenas sei que sou
A lembrança que em mim cabe
Para onde vou?
Sei que apenas Deus sabe.



rosafogo
natalia nuno

1 comentário:

manuel marques disse...

"Ao quebrar o silêncio a linguagem realiza o que o silêncio pretendia e não conseguiu obter."

Beijo.