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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

MEU PÁSSARO OCULTO



Canta o pássaro na ramaria
Num secreto ramo escondido
Apaixonado p'lo dia
Canta 'p'lo amor perdido.
O vento lhe afaga as penas
As que traz no coração
Assobia com sedução
Penas que traz às centenas.

Canta o mundo em harmonia
Canta o amor somente!
Musica simples doce ou sombria
Até parece que é gente!
Sua voz me enche de esperança
Traz-me de volta recordações
Pássaro oculto na lembrança.
Cálidas preces, ilusões.

Na minha alma a quietude
Dos campos todos em flor
O sonho visito amiúde
E minhas pégadas são de amor.
Minha mágoa é por ventura tardia
Na minha alma a tristeza
Na roseira uma rosa sombria
Chegou o Outono com certeza.

O pássaro canta e chora
Continua oculto no ramo
Neste céu outonal é hora
De dizer...amor te amo!
Escuta o orvalho caindo
Aqui, ali  beijos trocados
A pressão que estou sentindo
De nossos dedos enlaçados.

Quanta solidão acesa
Neste sol, neste céu
Só eu não tenho certeza
Nos ramos do meu coração
Se esse pássaro é meu
Ou a sombra que sou eu!
Um vulto na solidão.

rosafogo
natalia nuno




1 comentário:

Fanzine Episódio Cultural disse...

O PRIMEIRO CONTATO
Certa vez, na ânsia de concluir um trabalho escolar, cercado de publicações dos mais variados autores e temas, e sem saber por onde começar despertei-me com um clique da minha esferográfica.
Eis que, como um “Deja Vu”, deparei-me com um antigo livro de contos em péssimas condições. O papel amarelado pelo tempo, perfurado por traças, empoeirado e suas páginas mal cheirosas.

A tinta usada em sua impressão ainda mantinha um bom contraste, o que o tornava legível.

Então, no volver furtivo e detalhado de cada página, eu descobri algo novo: textos envolventes com assuntos, embora de séculos atrás, tão atuais e familiares que passavam não só a mim, mas a quem quer que os lesse (leiam) uma profunda intimidade com o autor.

Agora eu já podia empunhar aquela, cujo clique não mais soava irritante, mas frugal.

Tudo era simples, evidente e claro. Eu não precisava mais daquela pilha de publicações, pois tudo estava ali, em cada cor, som, ou lembrança. Daquela ponta esferográfica, as palavras fluíram com naturalidade e deitavam em cada pauta com a suavidade de uma pétala que pousava sobre a relva.

Eu compunha com mais idéias, indeterminado, mais livre. Não havia motivo para se preocupar com “Lapsus Linguae”... Sim era minha primeira crônica. Agora eu sabia que poderia escrever sobre qualquer coisa.

*Cassius Barra Mansa é cronista machadense

Lapus Linguae = erros de linguagem
ATRAÇÃO DOS MOLEKES

(pagode com malícia mineira)

Influenciados pelo, Exalta Samba, Revelação, o grupo se apresentou pela primeira vez em 2006 na Praça Antônio Carlos (Machado-MG), durante as comemorações do 7 de setembro.. No mesmo mês, eles abriram o show do Face Racial no salão da Dismabe, evento organizado pelo DJ Brown. O próximo passo será a gravação do primeiro CD com 12 músicas, entre elas (É hora de curti) Contatos: João ou Diogo (35) 3295-4031 (Machado-MG).

Blog: http://atracaodosmolekes.blogspot.com/