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domingo, 20 de fevereiro de 2011

DEMASIADO SIMPLES



No olhar meio deserto
Há um oásis de esperança
E um riacho correndo perto.
O  rosto o tráz na lembrança.
Abundam risos
e loucas fantasias
E a menina adormecida,
Num mar de insónias e utopias.

Há sonhos ao relento
Num Mundo todo ele certo!
Não há lágrimas, levou-as o vento
Florescem acácias por perto.

Há vozes, há muitas vozes
E no coração há vidas
E os dias correm velozes
Levando restos de ternuras vividas.
Há receios apagados
E cantos novos em chilreio
Há rios nos olhos plantados
Com o verde da terra p'lo meio.
Leva certeza nas mãos cansadas
E o silêncio na boca
E limpa as  lágrimas choradas
E lembranças, coisa pouca...
Põe os olhos  no caminho
E vê o Sol cansado
No coração, num cantinho
Ainda tráz o Amor guardado.

Sonhos feitos em pedaços
Ninguém sabe ao que vem!
Tráz embrulhados os passos
Quando parte?Não sabe ninguém.

Memória de mim.

natalia nuno
rosafogo
imagem retirada do Blog -imagens para decoupage

4 comentários:

Eduarda disse...

Natália,

o tempo tem sido demasiado curto, para puder entrar em todos os espaços.

o teu poema, com palavras que nos habituaste, está pleno e de amor e lembranças.

tenho que destacar:

Leva certeza nas mãos cansadas
E o silêncio na boca

bj

Natalia Nuno disse...

É difícil amiga, eu me queixo do mesmo, não tenho tempo para o que gostaria, às vezes só leio os amigos.
Mas foste gentil teres-me deixado o teu apreço.

grata p'lo carinho que sinto de há muito.

beijinho, boa semana.

manuel marques disse...

"A simplicidade é a consequência natural da elevação dos sentimentos ."

Beijo.

Natalia Nuno disse...

O fazer da minha poesia é como o deslizar dos meus passos, o ritual dos meus gestos, tudo muito simples, quem sabe aí não resida alguma beleza.

Obrigado Manuel, por seres meu leitor.
Abraço