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domingo, 5 de dezembro de 2010

DESVARIOS


DESVARIOS

Faz tempo, que do tempo, tempo fiz!
Acaba-se o viver e o tempo basta!
Passou o tempo, que foi tempo de ser feliz?!
É agora o tempo, que desse tempo me afasta.

Trago minha alma perdida num deserto
Coração a bater no peito de ansiedade
E ao invés de alegria, a tristeza trago por perto
Nos meus olhos poços de luz , habita a saudade.

Neste tempo, já nem palavras tenho para dar
O tempo me desarma é senhor omnipotente
Cai sobre mim tão bruscamente!
Só a esperança me vem ainda agasalhar.

É o tempo que passa com firmeza, indiferente
O tempo que se infiltra contra minha vontade
Tempo que goteja sombras sobre mim
Cai sobre mim tão bruscamente!
Eu lhe peço e me despeço é já o fim
Tempo do adeus e da saudade.

rosafogo
natalia nuno

2 comentários:

Sonhadora disse...

Minha querida

Melancólico...mas lindo o teu poema
O tempo passa...sem apelo nem agravo...e quando damos conta avida ficou.

Beijinhos com carinho
Sonhadora

Natalia Nuno disse...

É bem verdade, não há volta a dar, o caminho tem que ser andado, mas dá pena não voltarmos à época em tudo em nós era quase perfeito.

Beijinho amiga, obrigada pelas palavras.