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terça-feira, 24 de agosto de 2010

NO FUNDO DO TEMPO















NO FUNDO DO TEMPO

Meus poemas são música que ninguém tocou
São débeis sóis de esperança de criança curiosa
São pedrinhas atiradas ao charco que a ninguém molhou
Porque me queixo eu? De que estou ansiosa?!
Tivesse eu outra forma de criação?!
Bailarina talvez, exprimindo-me por gestos
Mas a poesia é o meu mundo o meu chão
Meus poemas são gritos, são manifestos.
Sentimentos, lamentos e esperanças, neste chão verde
A mão que dou, a palavra que deixo o que recebo e me afaga
São água fresca onde mato a minha sede,
Uma força maior que ninguém silencia, nem apaga.
Estão prenhes de utopia por isso me chamam louca
Um dia virá, eles serão o grito, a força da minha voz já rouca.

Calo-me agora, quando o fim está p'ra chegar
Não resta nada, trago os dias cansados
E o medo espreita no fundo do meu olhar.
Cerro memórias que são já frutos frutificados.
Falei do passado acreditei no presente
O futuro calarei, fátuo fogo em que me apago
A vida não passou dum jogo, correu apressadamente
É bola de fogo, alegria efémera é dor que trago.
Meus poemas, são minha existência a escurecer
Numa solidão onde mais nada há a dizer.
Fico tolhida no fundo do tempo a esquecer
Quanto tempo a Vida me tira, sem eu o querer.



rosafogo
natalia nuno

2 comentários:

Sonhadora disse...

Minha querida
Uma vida descrita em belas palavras, adorei.

Beijinhos
Sonhadora

Natalia Nuno disse...

Sabes amiga este poema é o meu preferido,
eu nunca gosto muito do que faço e fico sempre muito indecisa na hora de postar, mas às vezes
basta uma palavra mágica por parte dos amigos
leitores que me cai bem e fico a gostar mais dum ou de outro.
Beijinho por seres carinhosa, bem vinda sempre
me alegro quando te encontro.

natalia