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quarta-feira, 13 de agosto de 2014

nada importa, nada é nada...



olho a natureza em silêncio adormecida
as nuvens que passam e eu aqui tão perto
sopra o vento transporta os meus sonhos
e voltam outras primaveras da minha vida
dirijo meus olhos para cima
agradeço a Deus o passado e o presente.
Como a água lá em baixo transparente,
aqui esqueço o rosto mordido pelo tempo
nada importa, nada é nada
renuncio ao sofrimento
liberto-me como as quedas d´água
e sinto-me primavera perfumada.

o coração vai clamando, deixá-lo clamar
que meu rosto sem viço vai continuar,
será caminhante e nada mais
e o sonho nunca será um vazio
isso jamais...

meu peito arquejante, o olhar na neve
das montanhas sonhador e vigilante,
e eu sou sede e nascente
sou o tempo passando suavemente
sou vermelha aurora de verão
irmã da própria natureza
que me estende a mão.

natalia nuno
rosafogo
Noruega 7/2014





2 comentários:

PÈTALA disse...

Olá Natália


Nadas, por vezes podem ser, tudo! Como a classe e o brilhantismo que compõe este poema! E não só este, mas todos os que vou lendo e não tenho tempo para comentar! A poesia voa nas tuas palavras, como aves o fazem nessa bela paisagem! E isso é que é realmente maravilhoso!


A vida comporta um sem número de coisas que a podem afetar negativamente. Quando essas coisas vêm do seio da própria família, são sempre mais dolorosas e de difícil resolução. Contudo, saber manter a calma, sempre que os outros a perdem, é um dos atos mais importantes. Saber calar até ser o momento de falar! E falar de exemplos de vida são mais importantes que doutrina! Os que não ouvem aqueles que hoje choram, no dia em que chorarem também não serão ouvidos! E é bom lembrar aos mais novos que o tempo é escasso, e uma vez perdido nunca mais será recuperado! Muita força em mais esta batalha da tua vida.


Quanto ao luso foi uma experiência. Não tenho muito a dizer porque o tempo foi pouco. Gosto muito de poesia, mas existem outras coisas que não podem ser prejudicadas por esse facto.


Beijos

Natalia Nuno disse...

Olá João

Vou tentando ultrapassar o que me surge pelo caminho, mas não é fácil, a vida é dura com alguns de nós, em relação a mim não me posso queixar, mas em relação aos meus nem sempre corre sobre rodas, é certo que ambicionaram pouco e hoje arrependem-se. O país está como sabes, trabalho não há nem para classificados quanto mais, e é uma tristeza terem que partir a procurar novo rumo.
Obrigada pela força, vou encarando consoante posso.

Quanto ao Luso agora surgiu por lá outra vez a discórdia no forum não há paciência.

bjs, fica bem