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segunda-feira, 18 de agosto de 2014

à terra que não se esquece...



Como é difícil, às vezes já
nada se imagina,
apenas a fascinação e os aromas
que gritam em mim e trago
desde menina...
procuro a claridade que fui um dia
o olhar... como se  conseguisse lá chegar!
Ao lugar onde o sol cantava para mim
as nuvens me davam a mão
e o rio adoçava -me o coração.
As árvores vinham de há séculos
sentia que me queriam bem
explodiam de frutos e me sorriam
é esta a felicidade da lembrança que me
sustém...

Hoje a solidão é densa
e o tempo passa
a saudade embacia o olhar
e a terra, essa terra natal, continua
nos meus sonhos, me abraça
com braços e mãos de espanto, fulgor,
toca-me o coração com palavras de amor
e uma estranha sedução...

natalia nuno
rosafogo

2 comentários:

PÈTALA disse...


Olá Natália

Poema onde se cruzam emoções cujo tempo nunca apagará. O passado e o presente sempre entrelaçado em que só o teu dom poético consegue cantá-lo com esta transcendência!

Beijos.

João

Natalia Nuno disse...

Olá João

Tudo bem contigo?
Ainda não respondi ao teu comentário mas já o li não está esquecido, tenho andado preguiçosa e com a vontade um pouco em desalento, agradeço as tuas palavras desejo-te
óptima semana.
Beijo