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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

rio da lembrança...


rio da lembrança...
vou ao aroma da infância
procurar-me, onde andam
meus cabelos de azeviche?
procurar a brisa, o calor do meio dia,
e em plenitude tudo na lembrança,
a presença viva da criança
o coração continua pulsando
e renasço mil vezes,
tal como o sol que ressurge
e incendeia o estio
e ilumina as águas vivas do rio,
do rio da lembrança,
numa alegria que até hoje
perdura...
fio de ternura
que trago no meu silêncio.

nasci olhando o rio
cresci com o azul do céu
azuis e eternos
rasgando arvoredos...
e eu voava de ramo em ramo
sem medos
a terra me falava, só palavras
de ventura...
eu a amava duma forma terna e pura.

e hoje em cada verso, ainda me ponho
a escutar...
o som da água cristalina, e a sonhar
neste devaneio de voltar a menina.
trago em mim o seu odor
e trago estrelas nos olhos
as mesmas que se entornavam
nas minhas noites
e o seu brilho me enlaçava
e eu sonhava...sonhava.

natalia nuno
rosafogo



2 comentários:

PÈTALA disse...

Olá Natália

Todos os rios são belos, mas este tem uma ternura muito especial. É o teu rio! Que foi e continua a ser um amigo fiel. O que tudo viu… tudo guardou! De tudo foi cúmplice! Dos sonhos às desilusões, dos amores aos desamores! A magia dos tempos de menina e moça nunca desaparecem! E quando esta magia advém de coisas palpáveis que ainda permanecem no tempo só pode ter um sabor muito especial!

Neste rio correm sonhos
Seja a dormir ou acordada
E eles são bem risonhos
Nesta escrita apaixonada!

Beijo

João

Natalia Nuno disse...

olá João

Estou fora e com muita dificuldade com a internet, já é a segunda vez que escrevo a agradecer-te o comentário e não consigo deixar nada escrito.
Beijinho até breve, obrigada, foi um prazer encontrar palavras tuas.