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quarta-feira, 25 de setembro de 2013

gaivotas em céu de anil



será que o poeta canta? ou só lamenta e chora?
não, talvez só suspire, entre cada verso surja um sorriso e uma lágrima, no seu coração um poema inteiro, e nos olhos a alegria e o perfume da brisa do mar a encher-lhe a alma. irrequieta a poesia surge no horizonte e vem navegando pelo oceano e não cabe no peito do poeta, então aguarda-a como a um filho sente-se fadado e faz mais uma criação perante a beleza e imensidão desse mar azul...
os versos nascem como flores enquanto as gaivotas suspensas em suas penas se embalam indolentes :

saudade amor ardente
doce vibração sem fim
nesta tarde indolente...
és aberta flor em mim.

do mar vem a maresia
em mim um sonho lindo
o sol teus beijos me envia
sinto que morro sorrindo.

natalia nuno
rosafogo
algarve 11/09/2013

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