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quarta-feira, 23 de março de 2011

O BATER DO CORAÇÃO



Quem acabou com o meu alento?
Que hoje me sinto,
Pouco mais que nada?
A mesma vida
o mesmo tormento
A mesma luz tão fatigada.
Na memória com intensidade
Resta silêncio e a saudade.

Vai a vida muito para lá de meio
Já o amanhã me treme no peito
O hoje me aguardou com receio
Já não resta dia perfeito.
E assim cheguei como viva- morta
Gasta e desencantada
Sempre o tempo batendo-me à porta
Me deixo por ele levada.

E meu coração arrebatado
Olha a sua existência sombria
E num batimento ainda arraigado
Tem esperança num outro dia.

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