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segunda-feira, 21 de outubro de 2013

fecha-se uma janela...



é na nostalgia das tardes tranquilas
que espero o sol morrer no poente
para que a imaginação não caia
no vazio...
e me sinta menina perdida
tremendo de frio.
é um velho costume
deixar a brisa sussurrar-me
ao ouvido
onde a surdez lentamente
me aproxima do silêncio,
quebrando um pouco da vida
o sentido.

logo o negro da noite se instala
minha alma numa lágrima se
afoga...e mais perdida ainda
como o vôo duma folha levada pelo
vento, que não finda...
fecha-se a janela ao tempo que partiu
a velhice é agora meu mundo
e a menina sonhadora
jamais alguém viu...
acabou o fragor da festa
só a saudade lhe resta.

natalia nuno
rosafogo




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