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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

AS LINHAS DA MÃO












AS LINHAS DA MÃO






Olhei a palma da minha mão
De linhas bem defenidas
Por cada desilusão
Umas quantas linhas perdidas.
Passou o tempo, eu arrancada
Até que chegou a hora!
Na ultima curva da estrada!?
Uma verdade me apavora.

Já a esperança se estilhaça
E a alegria lágrimas não pára
Assim é a vida que passa
E a saudade que não sára.
Olho as linhas da mão
E a verdade se encaminha
Dizem elas ao coração,
Que triste é a sina minha.

Caminho e deixo pégada
Levo os olhos sem pestanejar
Sigo livre na caminhada
Mas levo a alma a embaciar.

As linhas da minha mão
Morrem quase inteiramente
Mas eu já não luto, não!
A Vida me leva p'la mão
Mas meu rosto levo ausente.
Peço respostas às linhas
Falo-lhes de mil maneiras
Falam das saudades minhas
Mas esquecem as canseiras.

Dizem -me que é curta a viagem
Que há muito acabei de nascer
Que a vida não tem paragem
E que um dia? Vou morrer!

natalia nuno
rosafogo

3 comentários:

Runa disse...

Cada dia que passa é menos um grão de areia na ampulheta do destino. Ninguém escapa aos sortilégios do tempo...

Grande beijo

Sonhadora disse...

Minha querida

A vida escorre-nos dos dedos...quase sem dar-mos por ela, como sempre um lindo poema.
Quero oferecer-te o meu selinho de 400 seguidores, um marco de amizade.

beijinhos com carinho
Sonhadora

Natalia Nuno disse...

A ampulheta se esgota rápidamente amigo Runa, para quem é jovem o tempo pareve não passar nunca, mas chega o dia em que mal amanhece e já se foi mais um dia.

Grande beijo agradeço tua visita