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terça-feira, 10 de julho de 2018

não há saida, não!



está o amor no mosto
logo será licor puro
que se bebe com lentidão
juro, que embebedo meu coração
vai subindo no sentimento
senta-e na escada do olhar
e é vê-lo com assombro
em bebedeira endoidar...
a aguardar da partilha o prazer
e o desejo adivinhado
de colheita bem frutado
e o desejo de o querer

seduzidos e sedentos
desta vontade adivinhada
nascem outros sentimentos
prontos a fazer escalada
desprende-se a alma e voamos
nem precisamos voltar
e há estrelas a pulsar
enquanto nos amamos

e tudo isto se passa sem conta
nem medida e o amor
é o licor de planta desconhecida.
que embebeda docemente
uma anestesia diferente
para a qual não há saída.

natalia nuno
rosafogo



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