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sábado, 25 de maio de 2013

lírios perdidos...



o outono é esquecimento
rasgo minhas vestes
solto meu cabelo
e deito-me ao lado das madressilvas
no frio mármore da madrugada
e um pássaro canta com desvelo
como se eu fosse sua amada.
amada, amante na erva fresca
orvalhada,
e o meu corpo adormece nas mãos
do relento.

povoa-se a mente de fantasia
há jasmins, rosas silvestres
lírios perdidos
rasgo as minhas vestes
e ali ao lado corre o ribeiro
e as águas bailam na entreaberta
manhã
dos laranjais vem o cheiro
e um sonho mensageiro,
me incendeia o coração
não sei se de paixão
ou duma tristeza mansa

chegam as estrelas da noite
lamparinas
volto a olhar a menina de outrora
bela de laços e fitas
olhos de archote
e faço dela o meu mote.

natalia nuno
rosafogo


2 comentários:

PÈTALA disse...

Olá Natália

Os lírios sempre se renovam
Flor bela, sublime, de encantar
Quem deles, o cheiro provam
É um ser, dum infindo amar!

Quem conheceu e cheirou os lírios do campo, nunca poderá esquecer sua magia! Existem flores muito belas. Os lírios com a sua diversidade de cores e aromas são de facto de rara beleza! Eles (os lírios) nunca se perdem, tal e qual este belo poema!
Beijo
João

Natalia Nuno disse...

Oi João

Desejo que estejas bem, cheguei hoje da viagem que correu bem.
Obrigada por teres comentado que bom saber que gostaste do poema!

Beijinho
natalia

(acabei de chegar e estou um pouquito cansada, daí não me alongar).