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segunda-feira, 1 de julho de 2013

poema por nascer



hoje estou assim
este poema nem sabe se vai nascer
quer precipitar-se para fora de mim
e a minha alma cada vez mais desejosa
dum desejo ilimitado...
ah-...mas ainda não é hora
hora do poema acabado,
acabado, tímido, envergonhado,
com olheiras de agitação
vai renascendo
das paredes do meu coração
anda o poema dum lado para o outro
sussurra-me ao ouvido
apressado para nascer
mas não sabe, nem vai saber!

admiro-lhe a persistência, a audácia
e a  presunção
ele, é meu desejo insatisfeito
prendo meus cabelos negros
deixo-o a morrer de paixão
dentro do peito.

natalia nuno
rosafogo



2 comentários:

PÈTALA disse...

Olá Natália
Tudo o que é gerado, dente de si é amado! Passa a ter vida, mesmo prisioneiro! E tudo acaba por nascer sempre que existe muito crer! Enquanto isso, a dualidade comprime o peito, mas este é fonte de vida sempre e em todo o lugar! Poema cheio de vida onde sobressai a força e a audácia que é pronúncio de muitos outros que verão a luz do dia! As palavras nunca se esgotam, com elas brincamos! Com elas amamos! Com elas abraçamos o mundo!
Beijo
João

PÈTALA disse...

Errata-
dentro de si é amado!