domingo, 14 de junho de 2020

juramentos...


teus juramentos de amor
são seara de trigo ondulante
são lírios roxos já sem cor
passa o vento passa o instante,
já que amar é   bem querer
germina o amor em aroma e cor
quem dera de amor morrer
apagar-me num doce estertor.
-ser desditosa e não ser
ter dores mas não ter dor...

nos teus braços em mil pedaços
em gemidos de prazer...
delírio estranho nos sentidos
dentro de mim a  nascer!...
prazer que a dor faz em gemidos,
ou apenas fruto apetecido
ou será este um imperfeito amor
segredos ao meu ouvido?
-ser desditosa e não ser
ter dores mas não ter dor...

é triste ir pela vida com quem
nada mais pode oferecer
ficarmos só, mesmo não morrendo
ninguém,
com tanto caminho por percorrer
nos teus braços bem abertos
procurarei outra estrada
os longes serão então pertos
serei uma rosa toldada, amor
-ser desditosa e não ser
ter dores mas não ter dor...

-a dor de não ter amor...

natalia nuno
rosafogo

2 comentários:

Toninho disse...

É preciso dar cor a vida.
Vida sem objetivo, sem esperanças é o vazio,
que desfila neste belo e sentido poema, onde
a dor se mantem. Caminhar pela vida sem destino,
sem ter uma pousada onde recostar a cabeça e viajar.
Mais um belo trabalho da sensibilidade aguçada,
Meu abraço Natália
vou seguir, gostei.

Roselia Bezerra disse...

dor de não ter amor...

Boa tarde de paz, querida amiga Natália!
Tão verdadeiro...
Aqui, se lê e se fica....no pensamento repousado na esperança.
Tenha dias abençoados!
Bjm carinhoso e fraterno de paz e bem