palavras escritas com o coração, em qualquer verso está vazada a saudade poética que a memória canta. A fascinação pelo campo, o idílio das águas, a inquietação o sonho, a ternura o desencanto e a luz, toda uma bagagem poética donde sobressai o sentimento saudade... motivo predilecto da poeta. visite-me também em: http://flortriste1943.blogs.sapo.pt/
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sexta-feira, 5 de novembro de 2010
PARTO SEM DESTINO
PARTO SEM DESTINO
Parto sem destino
Dobro a última esquina
Faço aceno ao Divino
Recordo quando era menina
Meus passos tristes e lentos
Virgem de sonhos e pensamentos.
Faço pequeno balanço da vida
Alimento esperança, nem sei de quê
A memória levo já descolorida
E a luz nos olhos já mal se vê.
Esqueço o encantamento e a emoção.
Trago comigo a nostalgia da infância
Talvez me chegue a madrugada ao coração.
Surja alguma estrela, nesta febril ânsia.
Levo comigo o tudo e o nada
Encho-me de liberdade, como pombo solto
E se alcançar a madrugada?!
Não volto!
Parto-me na lonjura
Esqueço tudo no meu olhar caído
Já de mim não sinto pena, só loucura,
Pena do tempo eu ter perdido.
Já não tenho a força da semente
Morro nestas palavras e sua inquietude
Neste sonho reposarei serenamente
Levo da vida saudade da Juventude.
natalia nuno
rosabrava
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quarta-feira, 20 de outubro de 2010
MENINA
MENINA
Lá vai a menina
A menina lá vai
Segue a sua sina
Olhai-a olhai!?
A menina já chora
Chora a sua sina
O amor foi embora
Chora agora menina.
O amor foi embora
Mas que triste sina!
Chora agora chora...
Lá vai a menina.
Olhai-a...olhai!
Lá vai a menina
Lá vai, lá vai
Segue sua sina.
O amor foi embora
Pobre da menina
Chora ela agora.
Olhai-a...olhai!
Lá vai a menina
Lá vai, lá vai
Cumprido a sina.
rosabrava
Um leve momento, olhando uma borboleta livre,
que volta sempre à mesma flor.
natalia nuno
rosabrava
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domingo, 17 de outubro de 2010
ATALHOS DE MADRESSILVA
ATALHOS DE MADRESSILVA
Deixo para trás a tristeza adormecida
Sonhei-me menina correndo solta
Numa manhã orvalhada e colorida
Girava o Mundo e eu girando à sua volta.
Sentindo-me leve como uma pena
Flutuando lentamente, serena.
Meus olhos ficaram verdes côr de feno novo
Brinco por atalhos de madressilvas ladeados
Minha gente olho e me comovo
Também sinto os cheiros doces dos silvados.
Lá sigo a escolher caminho
Saia agitada ao vento...
Agora ouço o canto dum passarinho
Lamentoso, vivendo em meu pensamento.
E assim vou rememorando a vida
Sonhando, vivendo um pouco aqui
Morrendo um pouco ali.
Sempre num cismar perdida.
Amanhece, minha alma fria de cansaço
Aclara o dia já sossego
Desta canseira já renasço!
E à vida de novo ganho apego.
roasabrava
natalia nuno
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