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domingo, 17 de outubro de 2010

ATALHOS DE MADRESSILVA


















ATALHOS DE MADRESSILVA
Deixo para trás a tristeza adormecida
Sonhei-me menina correndo solta
Numa manhã orvalhada e colorida
Girava o Mundo e eu girando à sua volta.
Sentindo-me leve como uma pena
Flutuando lentamente, serena.

Meus olhos ficaram verdes côr de feno novo
Brinco por atalhos de madressilvas ladeados
Minha gente olho e me comovo
Também sinto os cheiros doces dos silvados.

Lá sigo a escolher caminho
Saia agitada ao vento...
Agora ouço o canto dum passarinho
Lamentoso, vivendo em meu pensamento.

E assim vou rememorando a vida
Sonhando, vivendo um pouco aqui
Morrendo um pouco ali.
Sempre num cismar perdida.

Amanhece, minha alma fria de cansaço
Aclara o dia já sossego
Desta canseira já renasço!
E à vida de novo ganho apego.

roasabrava
natalia nuno





domingo, 15 de agosto de 2010

MAIS UMA VEZ



















MAIS UMA VEZ


Momentos felizes, não deviam acabar!
Seria bom o tempo poder parar.

Mais uma vez
Reúno minhas lembranças
As ultimas talvez?!
Mas meu presente é marcado de esperanças.

Lá no fundo, bem fundo
Esperanças ao final da tarde
Da memória faço meu mundo
Nele viajo com a saudade.
Deixo-me neste território estranho
Aqui minha alma se sente inspirada
Me percorre um frémito tamanho!?
Que da poesia me sinto enamorada.

E ela brota e não resiste!
E sempre que a tristeza me ronda
Ou a minha alma está triste!?
Não há nada que não me esconda
Para que a tristeza vá embora
E meu suspiro seja apenas na hora.

Assim prossigo o caminho
Hoje tudo é leveza
Como as penas dum passarinho
Em liberdade na natureza.

Não terá a esperança murchado
No coração do Poeta há harmonia
Que nem o tempo terá esmagado!?
Seu canto de saudade
É sentimento a cada dia.



rosafogo
natalia nuno

sexta-feira, 30 de julho de 2010

RECORDAR



















RECORDAR

A memória tem raízes profundas
Às vezes basta uma palavra, um cheiro
E ela nos leva para longe
Àquele tempo primeiro.

Fico calada a escutar
Um pássaro o silêncio rompendo
E meu peito não consegue calar
As saudades do meu lar
Vou lá voltar!Estou querendo.

Às vezes acerca-se de nós
Uma felicidade secreta
Mas que nos embarga a voz
 Duma tristeza fina, csaudade dilecta.
Que se vai espalhando, nos enche o peito
E não há outro jeito!
Nem palavras para descrever a sensação
Que nos vai no coração.

A noite invade-me
A àgua desliza no rio lentamente
E a boca sabe-me
A sal da lágrima que rola impaciente.

rosafogo
natalia nuno