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domingo, 28 de novembro de 2010

SEREI CONTRADIÇÃO













SEREI CONTRADIÇÃO

Meu caminho é já uma imensidade
Trago nele um cheiro a terra molhada
À noite, descanso na saudade
De dia sinto a vida a fugir, lembrança passada.
E há lembranças no meu peito em brasas
Me abandono nelas como se fossem tempo presente
Lembranças chegadas de longe, trazem asas
Impossível é o regresso é sonho sómente.


As desenrolo nas insónias, e me deleito
E nasce um sonho imenso maior que o mar
Sou livre nesta morada onde me deito
E onde fico livre só para amar.

Estas lembranças mantêm vivo meu caminho
e meu querer.
E eu persisto que meu corpo há-de resistir
Hei-de desdobrar o tempo vizinho
hei-de viver
O tempo esse ignora o meu querer,
serei contradição, saberei fugir.

Memórias que são lenha p'ra me aquecer
Que ao recordar me deixam enfeitiçada
De madrugada me deixam adormecer
Para redobrar forças nesta minha caminhada.



rosafogo
natalia nuno

domingo, 17 de outubro de 2010

ZIQUEZAGUE DE FELICIDADE











ZIGUEZAGUES DE FELICIDADE


Pedaço a pedaço para preencher o vazio
À espera que a vida me acolha
Ajude a passar as horas, o tempo sombrio.
Guardo na memória, ziguezagues de felicidade
Pedaços que lembro com comoção
Com comovida saudade!
Do tempo, que abrigo ainda no coração.

Finjo que acredito que não parto assim
Trago aquela esperança não quero morrer
Que o Sol que me aquece, esse sim!
Morre todo o dia e volta a nascer.
E tudo o resto é um resto de pó
Sinto-me ainda como do dia «meio dia»!
Escrevo mil recados, assim não me sinto só
Um pouco mais de sol me bastaria.

E assim a vida é sempre mais acima
Não sei nunca como é, nem como vem
O caminho não muda e já pouco o anima
Ninguém tem como arrepiar caminho... ninguém.



rosabrava

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

DO SONHO FAREI MORADA













DO SONHO FAREI MORADA

Perdi-me por aí, que fazer agora?
Tudo no meu peito arrefeceu
Já minha alegria foi embora
Ou talvez só adormeceu.
Choro p'lo tempo que não pára
Choro a noite que segue o dia
E esta saudade que não sára!?
E nem a dor me alivia.

Choro a Primavera perdida
Choro às vezes sem razão
Mas hoje voltei à Vida
E saí da solidão.

Meu caminho é este gume afiado
Para trás a saudade e eu esbatidas
Deixo o passado deitado
E as lembranças adormecidas.
Porque hoje só quero sorrir
Quero meu coração ainda quente
O tempo não existe, não pode existir
Não deixo que o sonho fique de mim ausente.

Do sonho farei morada
Vou me libertar,
Esvoaçar
Ainda que meu vôo seja pouco mais que nada.

rosafogo
natalia nuno

domingo, 15 de agosto de 2010

MAIS UMA VEZ



















MAIS UMA VEZ


Momentos felizes, não deviam acabar!
Seria bom o tempo poder parar.

Mais uma vez
Reúno minhas lembranças
As ultimas talvez?!
Mas meu presente é marcado de esperanças.

Lá no fundo, bem fundo
Esperanças ao final da tarde
Da memória faço meu mundo
Nele viajo com a saudade.
Deixo-me neste território estranho
Aqui minha alma se sente inspirada
Me percorre um frémito tamanho!?
Que da poesia me sinto enamorada.

E ela brota e não resiste!
E sempre que a tristeza me ronda
Ou a minha alma está triste!?
Não há nada que não me esconda
Para que a tristeza vá embora
E meu suspiro seja apenas na hora.

Assim prossigo o caminho
Hoje tudo é leveza
Como as penas dum passarinho
Em liberdade na natureza.

Não terá a esperança murchado
No coração do Poeta há harmonia
Que nem o tempo terá esmagado!?
Seu canto de saudade
É sentimento a cada dia.



rosafogo
natalia nuno

sábado, 24 de julho de 2010

DESALENTO POÉTICO



















DESALENTO POÉTICO

Se a multidão me bater à porta?!
Digam, digam que já estou morta

Que deixo minha poesia em pedestal
Para perdurar na memória de alguém
Perdi-me de cansaços nesta recta final
Morro a cada hora despida de memória
me sinto ninguém.

Como posso alguma coisa querer?
Trago minhas memórias em remoinho
Andou a vida a me entreter
Colocou a saudade no meu caminho.

Esta vida que me tolhe os passos
A minha liberdade é toda ilusão
Vale-me a força dos abraços
E o calor que ainda ateia meu coração.

Meus olhos perpasso pela extensão,
dum longo passado que amargo acaba
Pergunto com a mesma tristeza ao coração!?
P'ra quê a força com que a Vida amava?!

Pégadas deixarei por aí!
Amanhã, pode ser falso andar por aqui!
Se a multidão me bater à porta?!
Digam, digam que já estou morta.


natalia nuno
rosafogo