palavras escritas com o coração, em qualquer verso está vazada a saudade poética que a memória canta. A fascinação pelo campo, o idílio das águas, a inquietação o sonho, a ternura o desencanto e a luz, toda uma bagagem poética donde sobressai o sentimento saudade... motivo predilecto da poeta. visite-me também em: http://flortriste1943.blogs.sapo.pt/
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domingo, 17 de outubro de 2010
SONHO e SAUDADE
SONHO e SAUDADE
Cai a noite negra insondável
E a minha Vida parece pairar
Num sonho desafiando a eternidade.
Sonho incansável!
Fecundado de saudade.
Do passado vale a pena lembrar.
Nesta noite cor de malva
O Mundo continua a avançar
Eu fico à janela do medo,
Da solidão a palavra me salva
Vou a Poesia exaltar
Neste tempo triste e ledo.
Há nuvens de tempestade
O escuro de breu, a noite caída
Visto-me da minha saudade
E serenamente fico criança adormecida.
A noite avança ribombam trovões
E eu sonho com jogo de infância
Como são belas estas minhas visões.
Neste poema em mim, preso à distãncia.
Pode até parecer loucura sem remédio
Mas a Vida sem sonho não passa de tédio.
Aproxima-se o renascer da manhã
Cai agora uma chuva miudinha
E as nuvens correm no seu afã
Eu ainda no horizonte desta saudade minha.
Fica o sonho mais nada...
Onde me invento ainda criança amada.
rosabrava
sexta-feira, 16 de julho de 2010
CAMINHADA
CAMINHADA
Meus passos tropeçantes
Tamanha mudança!?
Que é feito dos sorrisos exuberantes?!
No rosto daquela criança?
Ainda ontem, num ontem qualquer!?
Construia seu tempo novo
Agora, já não ri esta mulher!
Ri a Vida, que fez dela um jogo.
No albúm da memória procura fotografia
E, assume a sua Morte
Antecipa-se ao que o destino queria
Abandona a sua estrela da sorte.
Passou o tempo, uma eternidade
Resta a memória dum passado
Preenche o que resta com a saudade
No seu coração agrilhoado.
O tempo seu cabelo enbranquece
Seus olhos são agora planaltos nevados
E só o seu coração não esquece
Vai batendo num rítmo descompassado.
O olhar deixou de brilhar
O tempo o encobriu sem cura
Quem pode o tempo afrontar?
Se o tempo inquieto é de loucura?!
Já ouço o vento a chamar-me
É o sinal da partida
Para quê há-de apressar-me?!
Se tenho a Vida perdida?!
Melhor é não sentir, nem ver
Que a Vida é nó que breve desata
Mas nunca ninguém vai saber
Da partida, qual a data.
natalia nuno
rosafogo
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