Pari mais um poema
O tempo não espera
aflige-se o coração, desespera,
a alma interroga-se abalada
sem saída...enlouquecida.
Fragmenta-se de emoção o olhar
a melancolia a incubar
a mente, loucura sem sentido
este viver...
Doidice que surge frequentemente
felicidade que urge alcançar-se
mas não se alcança,
foge a alegria, ou somos nós
que nos entregamos à tristeza
sem pássaros nem flores
sem cores, nem beleza.
O tempo é fatigante
pardo e tanta vez difícil
mas ainda assim somos
da vida amante.
De volta nunca houve nem haverá
viajante...
Há por lá algo que nos prende a mão
e por cá, deixamos o coração.
Como é nauseante pensar na morte!
É noite na alma
nos atrai um pressentimento
já é pouco o sentido da vida
o tempo não espera por ninguém
irreverente, logo leva a vida
de vencida.
natalia nuno
rosafogo






