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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

POBRE POETA!













POBRE POETA!

O passado se afasta de mim rápidamente
Já pouco dele sei, tão pouco se vê!
Sei que faz parte de mim,estou consciente
Nas rugas do meu rosto onde se lê.
Pobre Poeta olhando o azul do céu
Pobre que redobra a dor e sonha
Pobre como mendigo, nada tem de seu
Até seu poema morre de vergonha.

Sendo Poeta posso até às pedras dar vida
Trazer o cinzento a um dia de sol
Fazer do passado uma teia bem urdida
E ser se quiser no campo um girassol.
A Vida é um labirinto
Ainda assim faço narrativa
Daquilo que sinto.

Sinto a àgua a correr no açude
Sinto a sombra fresca do salgueiro
Sinto o tempo a passar, já não me ilude
Este tempo que foi festa, hoje trapaceiro.
Sinto saudade da idade de prata
Sinto as dores que em mim se abrigam
Sinto a saudade que às vezes me maltrata
Meu livro da vida, onde os sonhos ainda brigam.

Visito a imagem que vejo ao espelho
Cai uma lágrima molhada, é já tarde
Passou o tempo fiquei eu e o espelho velho
Feitos noite, já do dia com saudade.

natalia nuno
rosafogo

sábado, 31 de julho de 2010

DO QUE FUI SOU A SAUDADE



















DO QUE FUI SOU A SAUDADE

Eu,sou aquilo que sou.
Que nem eu sei descrever bem!?
Só sei que a Vida passou.
Por mim com algum desdém!
Já não sou folha viçosa.
Sou lágrima dum adeus!
Mas já fui rosa, e que rosa!?
Apagaram-se olhos meus.

Sou então aquela que fui!?
Digo sem receio nem agravo
Sou como tudo o que rui.
Mas já fui livre que nem ave!
Fui labareda ao vento,
Fui chama que ateou...
Hoje só espero o momento
De perceber quem ainda sou!

Se calhar não sou ninguém?!
Ah! Do que fui sou a saudade!
Pois se houver por aí alguém?!
Me conte do que souber a verdade.



natalia nuno