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sábado, 4 de dezembro de 2010

AMOR














AMOR

Quem disse ou crê que o amor é só agonia?!
Amor é uma bela rosa com pétalas de emoção
São candidos os minutos ao amar-se dia a dia
É o madrugar dos olhos, saindo da escuridão.

Amor é uma chama ardendo, é puro incenso
É a dor real que não se vendo está presente!
É chama que ateia em delírio em fogo denso
Brasa  que dói  que se deseja de tão contente.

Assim quanto mais arde , posto que é chama?!
Mais inflama e não importa de amor morrer-se
Desejo na hora, coração sofrendo, assim se ama.

Ponte do amor à saudade, da saudade à agonia
Mais vale a ferida lenta do que amor perder-se!
Amor, sonho e emoção, entre um dia e outro dia.

rosafogo
natalia nuno

terça-feira, 21 de setembro de 2010

PORQUE ME OLHAM?!



















PORQUE ME OLHAM?!


Um pouco de tudo, um pouco de nada
Vou à frente, vou cansada.
Espero a vez...
Porque me olham? Ah sei... talvez!?
Porque nenhum de vós conhece a caminhada.
Cada dia é um milagre a acontecer
E o coração começa a apertar-se
Mas eu quero escrever, escrever...
Até sentir a morte a mim a chegar-se.

Vai longe o passo da partida
Aproxima-se o passo da chegada
Caminhei tão distraída!?
Que cheguei em menos de nada.

Trago comigo a dor da saudade
Mas enquanto escrevo sou imortal
Mesmo agora que já é tarde
Escrevo, escrevo e afasto o mal.
Escrevo, ignoro para quém
Escrevo palavras despretenciosas
Quem sabe não haja alguém!?
Que sinta nelas o odor das rosas.

Eu sei que vivo de ilusões
Mas trago ainda a coragem
Ao escrever, passam todas as aflições
E até esqueço que estou de passagem.
Esta escrita não me dá tréguas, tenho de escrever
Podeis até rir à vontade
Hei-de escrever até morrer
Depois? Depois podeis tudo rasgar!
Enquanto me der saudade
De tudo quanto amei e hei-de amar
Cantarei, até à loucura,
Tal é minha necessidade.
Desta doença sem cura.


rosafogo
natalia nuno

terça-feira, 20 de julho de 2010

P'RA MIM QUE ME PERDI















P'RA MIM QUE ME PERDI

Voam os anos, subtraem-me os dias
Meus sonhos são agora inutilidade
Palavras velhas são minhas companhias
Tão velhas impregnadas de saudade.
Sinto a vida que me foge, fico amarga
Sento-me no meu tempo inventado
P'ra ver se esta dor me larga
E me deixa o dia de ilusões dourado.

Sempre o tempo a espiar-me!
Porquê este tempo a ameaçar-me?!

Deixo os cotovelos pregados à mesa
Murcha meu rosto em ânsias que explicar não sei
Afogo as horas nesta tristeza
E corro atrás de sonhos que já sonhei.
Dobro o jornal ponho de lado
Nem ler, nem escrecer me apetece hoje
É como se me tivessem as mãos amputado
Pendida a reviver a vida me foge.

Eu hoje sou nada!
E o nada não se vence!
Deixo esta queixa derramada
Meu crepúsculo jà à noite pertence.


natalia nuno
rosafogo

segunda-feira, 19 de julho de 2010

NOSTALGIA













NOSTALGIA

Hoje em mim a dor doerá
Sem descanso! No meu coração partido.
Como protesto, pela solidão,
do amor num canto adormecido.
Minha alma é terra húmida
Meu pensamento, escada ao vento,
Minha voz trago sumida
Da nostalgia ao relento.
Dento e fora de mim
Há desejo que não acaba nunca
A que a saudade se junta
E fica a dor doendo assim.

Frágil força, trémulas as mãos
Já se faz tarde, porém é cedo!?
Recordo a vida de sins e tantos nãos
Pressinto imtempéries e medo!
Minha boca já os beijos detém,
Pus cancelas nas ternuras
As lembranças deixei áquem
Em precipícios deixei loucuras.
E ri tanto, tanto, tanto!
Que a DOR, partiu entretanto.

natalia nuno
rosafogo