penetra em mim a nostalgia
não tem nome e nem sei
de onde vem
fica nos meus olhos cravada,
como uma miragem, como alguém
que me deixa calada
talvez queira que perca a esperança
tempo meu, este sem memória
mágoa e estranheza de esquecer
a criança
mestra na ruína da minha história.
sábia preparação
para o que vai para além da vida
e uma tenaz disposição
para aquietar o coração
nostalgia, o mágico fulgor
da poesia
no silêncio apenas tu e eu
e a luz de Julho emoldurada,
intervém uma voz do céu
voz que me deixa
- numa inquietude assustada.
natalia nuno
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