estendo pontes à vida
vou ressuscitando a felicidade
- o amor, e a saudade
apelando à memória a lembrança
do fascínio da infância querida
até ao esgotamento
há dias em que tudo é esquecimento
dias impiedosos do destino
falo então com as estrelas,
quão me sinto próxima de
las
deixei-lhes meu pensamento,
fico entre o transe de ser
e não ser
e as memórias voltam com o vento
balanceiam os loureiros
à beira rio da minha memória
e a nostalgia irradia
- a alma das coisas sussurra-me
palavras que já não alcanço
já quase não recordo o instante
avanço,
- apesar do entardecer.
natalia nuno
imagem do pinterest

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