há palavras implorantes que surgem e me atormentam, que embaciam e apertam-me os dias, deixando-me em vulnerável negação, fundem o medo à minha pele, e se olho para trás cresce a ânsia e a solidão...a memória aguça-me ainda a cada instante, e eu procuro calar a minha mão que por vezes apaga a face amável que tinha da última miragem, mostrando-me a outra que o tempo tanto maltrata...o inverno cruza-se à minha frente com um ruído de vento e o odor da desolação, e em mim uma turva incerteza chega-me ao coração...

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