palavras escritas com o coração, em qualquer verso está vazada a saudade poética que a memória canta. A fascinação pelo campo, o idílio das águas, a inquietação o sonho, a ternura o desencanto e a luz, toda uma bagagem poética donde sobressai o sentimento saudade... motivo predilecto da poeta. visite-me também em: http://flortriste1943.blogs.sapo.pt/
sábado, 31 de janeiro de 2015
reflexão
A vida serpenteia por entre nossos olhos e às vezes é difícil seguir o caminho sem que haja desvio, o pior é quando ficamos desterrados de afecto, entre sombras... ameaçados pela solidão.
natalia nuno
rosafogo
pensamento
velozes passam os anos de experiências vividas e repetidas, na memória jamais esquecidas como raízes que nos prendem à vida
natalia nuno
rosafogo
frase
o passado vive na minha memória, o presente me convida a viver, o futuro está no segredo dos deuses ...
pensamento...
confundida às vezes me afasto de mim e choro, mas logo depois o sonho me move e apaga qualquer vestígio de turbulência...
pensamento
às vezes surge o desanimo no obscurecer dos anos,
fica o voo indeciso, a vida um desconcerto
mas há sempre um oásis
no meio do deserto
para a alegria do passeante solitário
natalia nuno
rosafogo
quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
se pudesse voltar...
Minha memória traz-me a infância
e a luz distante desse passado
me visita agora que é outono
onde destroçada me abandono.
tempo que folheio a medo
quando a noite murmura em segredo
que a vida não é regressiva
e só a saudade quer que viva
enquanto limpo uma lágrima
do rosto...
O tempo? Uma obsessão!
Uma fronteira que separa a vida
da morte...tal sorte
é sonhar, sentir-me ébria
numa estranha sedução que
repara a ferida
que há em meu coração.
Se pudesse voltar
ao tempo de sorriso aberto à flor da boca,
mas é tempo de solidão...
e a vida já tão pouca.
Os sonhos são fugazes
assola-me o intenso frio
nem o sol me alumia já com brio
nem a ternura aos olhos me vem
ergue-se a brisa, agita-me a memória
e mais além
tudo o que perdi,
treme o centeio ao vento
e eu penso em mim, em ti
e num vôo de gaivota lento
vou abrindo claridades
num coração repleto de saudades
julgo-me jovem para sempre
como se fosse da roseira a primeira flor
neste longo outono, onde o amor e
a vida ainda tem
uma pincelada de cor.
natalia nuno
rosafogo
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