quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Poema do amigo e conterrâneo Paulo César

Natural é o meu regozijo! Quero olhar
A vida com olhos bem cintilantes e libertos,
Toutinegras que se elevam ao infinito.
Aguarda-me, enquanto navego pelos canais
Labirínticos das minhas memórias vivas,
Inquietas, diletantes, incisivas.
A quem deixarei as lágrimas que não chorei?

Nasci na margem dum rio de água lavada,
Útero duma paixão que cresceu e continua!
Naveguei com a corrente além da madrugada.
Onde guardarei a saudade que tanto se insinua?


Paulo César

Obrigada Paulo César, deixas-me sempre emocionada e sem palavras com que te agradeça convenientemente, consoante sente meu coração...

Surpreendida apesar de não ser a 1ª vez que sinto o teu carinho e a tua amizade, as nossas palavras se alimentam do amor que temos à terra onde nascemos, por isso eu te admiro tanto como pessoa e como poeta, é como se nossos corações batessem em uníssuno...o tempo passa mas não esquecemos donde viemos, e sempre se ilumina o nosso sorriso ao lembrarmos a terra e os nossos...tudo tão longe, mas agora aqui no cintilar das tuas metáforas, na beleza do teu dizer, neste com que me mimas.
Obrigada Paulo César
beijo
natalia nuno

PARABÉNS NATÁLIA NUNO!



É pela poesia que eu me uno
Por tanta vez na vida a boa gente.
Aqui eu conheci Natália Nuno
Poeta que aprecio nessa vertente

Não posso ficar pois indiferente
(Se um dia me esquecer logo me puno...)
Ao seu aniversário e simplesmente
Dizer que vivo o dia, até me enfuno! Rsrs

Prossegue ela a escrever tão bonitinho
Que adoro sempre ir ler, ao seu cantinho,
Seus poemas, desde que eu por aqui ande

- Grande Mulher-Poeta, tu sorri
Se um dia eu me chegar perto de ti
E voltar a dizer: "estás tão grande!" (*)

(*) A Natália é uma pessoa bem mais alta do que eu. E é
isso que lhe digo na brincadeira sempre que a vejo: estás
tão grande...rsrs

Beijo e parabéns.
Joaquim Sustelo


Obrigado Joaquim, gostei muito da surpresa, tens a minha estima, agradeço a tua amizade.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

na paz dos versos...



a minha vida é um suspiro
com palavras ao vento
e silêncios da memória,
um cântaro cheio de saudade
uma manhã de luz e claridade
um raminho fresco de hortelã
recordações em delírio
que disparam e incendeiam
esta minha manhã...

a minha vida tem a medida
exacta dos sonhos
lágrimas e risos, desertos e oásis
paraísos, e promessas de tudo capazes
e sempre uma interrogação...
até quando meu coração?
na paz dos versos, resumo a vida
com imaginação, numa utopia
que me aquece os sentidos
e me desafia, como se fosse meu
lampião...

a vida traz-me enfeitiçada, rendida
às vezes desiludida,
recorda-me o tempo que resta
como sentença, sem rancor
saio da luta, sigo com audácia
incendeio em mim o amor.


natalia nuno
rosafogo

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

pequena prosa poética...paz



pequena prosa poética


"A luz que o sol distribui tão generosamente tudo gera, é ele o olhar da manhã que aquece o dia e esmaga a noite, adoça a vida, com sua mão quente percorre nosso corpo, e depois corre disfarçado por entre as sombras e vai deitar-se por detrás do horizonte, deixa a saudade o cansaço os sentidos adormecidos, e a luz se fecha estrebuchando pouco a pouco. As rosas respiram o orvalho da noite e nos montes tão velhos como o dia a noite faz-se paz...até que ensolarada nasce a vida de novo no dia que clareia..."

natalia nuno
rosafogo

pensamento...


lágrimas são nascente que irrompe do coração, cascatas velozes na memória, rio lavando a pele do rosto, redentoras do tempo e da dor.

natalia nuno
rosafogo

passa a vida...pensamento



a vida é areia que escoa por entre
os dedos por mais hábeis que sejam,
é na verdade uma desolada estrofe difícil de
soletrar...

natalia nuno
rosafogo

domingo, 14 de dezembro de 2014

o fulgor do sonho



sou como o fogo não me detenho
trago comigo a força do vento
no peito uma trepadeira a florir
a memória renascendo, donde venho?
dum sonho maior quase a ruir
venho do tempo sem tempo
da noite e do dia
da memória e da desmemória
do mundo da utopia...

sou labirinto de palavras usadas
arco íris de metáforas esquecidas
desolações que trago caladas
agonizo mas renasço
sempre em outras vidas
não sou navio encalhado
trago sim no coração a negação
dum destino malfadado

sou a noite e o dia do meu corpo
trago o canto consumido na voz
a cada dia  me olho, realidade atroz
sou fogo sempre a arder mais alto
rajada de vento no arvoredo
trago a vida em sobressalto
mas encaro o futuro sem medo...

sou a que ama a natureza e a liberdade
o sol que se abre na planície
vou ser assim até morrer
dou asas ao meu vôo e levo saudade
e a abrasadora sede de mais viver

natalia nuno
rosafogo