palavras escritas com o coração, em qualquer verso está vazada a saudade poética que a memória canta. A fascinação pelo campo, o idílio das águas, a inquietação o sonho, a ternura o desencanto e a luz, toda uma bagagem poética donde sobressai o sentimento saudade... motivo predilecto da poeta. visite-me também em: http://flortriste1943.blogs.sapo.pt/
segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
pequena prosa poética...paz
pequena prosa poética
"A luz que o sol distribui tão generosamente tudo gera, é ele o olhar da manhã que aquece o dia e esmaga a noite, adoça a vida, com sua mão quente percorre nosso corpo, e depois corre disfarçado por entre as sombras e vai deitar-se por detrás do horizonte, deixa a saudade o cansaço os sentidos adormecidos, e a luz se fecha estrebuchando pouco a pouco. As rosas respiram o orvalho da noite e nos montes tão velhos como o dia a noite faz-se paz...até que ensolarada nasce a vida de novo no dia que clareia..."
natalia nuno
rosafogo
pensamento...
lágrimas são nascente que irrompe do coração, cascatas velozes na memória, rio lavando a pele do rosto, redentoras do tempo e da dor.
natalia nuno
rosafogo
passa a vida...pensamento
a vida é areia que escoa por entre
os dedos por mais hábeis que sejam,
é na verdade uma desolada estrofe difícil de
soletrar...
natalia nuno
rosafogo
domingo, 14 de dezembro de 2014
o fulgor do sonho
sou como o fogo não me detenho
trago comigo a força do vento
no peito uma trepadeira a florir
a memória renascendo, donde venho?
dum sonho maior quase a ruir
venho do tempo sem tempo
da noite e do dia
da memória e da desmemória
do mundo da utopia...
sou labirinto de palavras usadas
arco íris de metáforas esquecidas
desolações que trago caladas
agonizo mas renasço
sempre em outras vidas
não sou navio encalhado
trago sim no coração a negação
dum destino malfadado
sou a noite e o dia do meu corpo
trago o canto consumido na voz
a cada dia me olho, realidade atroz
sou fogo sempre a arder mais alto
rajada de vento no arvoredo
trago a vida em sobressalto
mas encaro o futuro sem medo...
sou a que ama a natureza e a liberdade
o sol que se abre na planície
vou ser assim até morrer
dou asas ao meu vôo e levo saudade
e a abrasadora sede de mais viver
natalia nuno
rosafogo
sábado, 13 de dezembro de 2014
meu chão...
vejo meu chão a distanciar-se
minhas pernas já não voam
só as palavras ecoam
das searas do meu peito
a aconchegar-se, a jeito...
é inútil recordar
já nada vai voltar
os braços estendo à saudade
que me dá sinais de verdade
meus pés, viajam pelo outono
no peito um grito de socorro
o esquecimento e sono
inclemência que este tempo
que não pára, forjou!
e esta ferida não sara
e é inverno que chegou...
morri de cansaço
é dia chegado ao fim
o desenho de mim...
natalia nuno
rosafogo
sexta-feira, 28 de novembro de 2014
poção...
súbitamente tantas ideias
vindas não sei de onde
parecem teias
e eu arrebatada pela emoção
deixo falar o coração
de onde vim, para onde vou
o que fui, o que sou
o meu melhor, o meu pior
o desvendar dos meus segredos
os meus medos
tudo deixo nestas folhas sem fim
que são para mim
uma poção, ou um aroma
que me sustenta
labareda que me incendeia
o fogo que me alenta, me ateia.
quanto mais escrevo
mais descontente me sinto
nem sei se devo...
deixo-me de alma despida
deixo o sorriso murchar
podem dizer que minto
escrita é abrigo onde posso chorar
ideias desprendidas, às vezes sofridas
talvez, aparente loucura, sem cura
onde me deixo inconsciente
pois ser-se Poeta também é bravura.
natalia nuno
rosafogo
terça-feira, 25 de novembro de 2014
palavras...apenas palavras
o que há nestas palavras singelas
que não têm graça nem arte
que podereis achar nelas
depois que de mim as aparte?
andam os meus olhos tristes
no coração trago lembrança
se hoje trago tormenta
amanhã trarei bonança
os males que o Poeta tem
os vai cantando ou chorando
com ventura ou desventura
só ele os sente tão bem
quem não as quiser sentir
seus olhos nelas não ponha
a vida é breve e se não se sonha
não vale a pena existir...
estas palavras singelas a que nenhumas
se igualam
falam de mim, delas falam
e se escrever mais algumas
espero não as enjeitem
deixá-las-ei de vontade
oxalá as aproveitem
pois são naúfragas de amor
e saudade.
natalia nuno
rosafogo
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