segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Oh! Saudade onde me faço cais...



sou barca, vogando em maré cheia
sem destino neste monótono mar...

barca fantasma sem rumo ou ideia,
que anda à procura sem se encontrar.

sou barca à deriva num poema lento
olhando fins de tarde buscando certeza
uma saudade imensa e nu o pensamento,
na boca beijos a que ainda estou presa.

remoto o tempo na distância percorrida
derradeira esperança levo ingenuamente!
não páro que o tempo me leva de vencida

navego neste mar... onde não sou mais
nem onda, ou maré, ou sequer corrente
apenas saudade onde me faço cais...

natalia nuno
rosafogo
imag-net


E o que é o amor?





















E o que é o amor senão isto?
Palavras que se gosta de ouvir
Dizer ao outro: estou aqui existo
Estou aqui para te sentir...

E o que é o amor senão isto?
O sonho duma caminhada decidida
Dizer estou aqui eu te conquisto
Marchemos juntos no sonho
que é vida...

natalia nuno
rosafogo
imag-net.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

SAUDADE ONDE ME FAÇO CAIS


























Saudade onde me faço cais

Naufraga vou rasgando as madrugadas
Em busca de mim naquilo que sou
Pedaço de sonho que a vida enclausurou
No repicar do sinos, tristes badaladas.

Papoilas, malmequeres, pessoas amadas,
O rio entre margens e o tempo voou
Só memórias restam do quanto se amou
Como bagas de suor em lágrimas mudadas.

Fiz-me peregrina do espaço sideral
Amazona do futuro a chamar-me lancinante
Viandante das estrelas e do nunca mais

E as palavras que me restam são o sal
Com que tempero a vida a cada instante
Oh, saudade onde me faço cais!



Em 17.fev.2013, pelas 23h00

PC

SONETO que me foi dedicado pelo Poeta e amigo Paulo César, a quem agradeço o carinho.
Amei o soneto, está maravilhoso, genial, é assim como um pedaço de mim, ou melhor dizendo nele me revejo
por inteiro.


sábado, 16 de fevereiro de 2013

a melhor escola...


 



 
vida é escola de aprender
de ir aprendendo devagar
depois de muito saber...
chega a hora de ensinar.
 
à custa de tanta canseira
de tanta coisa aprendida!
Deus ainda há quem queira
melhor escola que a vida?
 
com tantas horas passadas
tanta ruga, tanta olheira...
ficam as lições estudadas
a vida é uma escola inteira.
 
vida tem lanços de escada
que levamos a subir...
é esta a escola empenhada
que aprendemos a seguir.
 
a sábia escola prevê
sem nenhum tempo perdido
com paciência, já se vê!
tudo se leva aprendido...
 
natalia nuno
rosafogo
imag-net

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

O choupo da curva do rio



O choupo esguio
me enternece ao lembrar,
à beira rio,
espelhando a sombra verde
nas águas,
lembrando o passado
das gentes e suas mágoas...
está agora mais só,
ouvindo o moinho e sua mó.

paisagem da minha lembrança
vejo-me ao longe e espero
ver-me ainda quando criança
como é bom sentir-me perto,
neste sonho onde tudo dá certo.

e o choupo lá continua...
ao sabor da ventania,
esperando por mim
e pela lua,
que virá ao morrer do dia.

na suave curva do rio
no embalamento do vento
este choupo que me viu
desde o dia do nascimento
ainda na paisagem realça
 e ao meu sonho se enlaça.

natalia nuno
rosafogo
imag-net




quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

sigo triste...




Preciso habituar-me a este rosto
Preciso substituir este meu olhar
Nas papoilas deixei o sorriso posto
E agora já não lhe consigo chegar.

Os olhos verdes de lágrimas marejaram
Sigo triste, a noite avança na minha estrada
Os sonhos nos verdes prados ficaram
Hoje amor me sinto desanimada.

O teu Sol banhou o horizonte de cor
Eu presa à janela te olho à distância
Como se no Mundo explodisse Amor!

Cada vez que poisas na minha lembrança.
És recordação viva que quero conservar
Meu coração de ti jamais se perderá
Com ternura meus lábios deixo murmurar
E às estrelas juro... este amor não morrerá.


natalia nuno
rosafogo
imagem net

deste poema resultou o dueto com o Poeta Beija Flor, já há algum tempo atrás...deixo o para os amigos o lerem completo e com um outro nome.

GOMOS SUMARENTOS DE PAIXÃO

Não me falem das papoilas escarlates
Mariposas e crisálidas nas candeias
Os prados verdejantes das aveias
Onde as vidas eram grandes eram cheias,
Desse amor que hoje não pode resgatar-te.

Preciso habituar-me a este rosto
Preciso substituir este meu olhar
Nas papoilas deixei o sorriso posto
E agora já não lhe consigo chegar.
Os olhos verdes de lágrimas marejaram
Sigo triste, a noite avança na minha estrada
Os sonhos nos verdes prados ficaram
Hoje amor me sinto desanimada.

Contempla o sol que cinge a madrugada
Em gomos sumarentos de paixão
Abraça o corpo feno, alma calada
Sou teu cavalo, armadura, tua espada
Levando do teu peito a solidão.
Deixa poisar em ti as mariposas
Nas papoilas de teus lábios cor de rosas.


O teu Sol banhou o horizonte de cor
Eu presa à janela te olho à distância
Como se no Mundo explodisse Amor!
Cada vez que poisas na minha lembrança.
És recordação viva que quero conservar
Meu coração de ti jamais se perderá
Com ternura meus lábios deixo murmurar
E às estrelas juro, este amor não morrerá.

BEIJA-FLOR E ROSAFOGO







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sábado, 2 de fevereiro de 2013

como escapar?




como escapar?
o fundo é negro de carvão
tenho a certeza que o dia morreu
morreu... e chegou a escuridão,
todos os meus dias morrem
duma forma atroz
nada se alterou...nem minha voz!
ninguém se interessou...
ninguém fez grande alarido
só em meu peito ferido,
a ferida não fechou.

Santo Deus, como passou depressa,
trocando-me as voltas,
para viver precisei folhear
folhas soltas
do passado...
posso pôr-me a recordar
sem deixar de ser a que sou,
o caminho não mudou
é apenas atalhado.

morreu o dia num trémulo rasgão
deixou em mim
uma febre de solidão.

á procura de sonhos nas saudades
perdidas
nas horas espremidas
p'la ansiedade,
mas acolhida
p'la saudade molhada
de bondade.

solidão é feita do cansaço
de não ver
o que me arrasta e não me deixa voltar,
inquieta tortura de não ter
como escapar
às malhas deste dia a morrer.

natalia nuno
rosafogo

COMENTÁRIO QUE NÃO QUERO DEIXAR DE PARTILHAR, do amigo BEIJA FLOR, feito
a este meu poema.


Olá Natália

A vida pode rasgar entranhas
Maior que sejam as façanhas
Mais altas que as montanhas
Em que as dores são tamanhas!

Alma arrebatada pela dor
Ao mundo mostrar vigor
Nas palavras, todo o calor
Na essência, exibem valor!

Mas no lamber dessas feridas
Ao mundo deste outras vidas
Por mais que cortem a razão
São vida, nesse grande coração!

Levantai-vos forças do universo
Em volta de todo o vosso louvor
Cuja vida se completa em verso
E sempre germinados com amor!

 POETA BEIJA FLOR