quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

POEMA DO POETA BRASILEIRO JOSE SILVEIRA

POEMA DO POETA BRASILEIRO  JOSÉ SILVEIRA
 
 
ah se fossem ódios somente
a corroer o âmago da gente
desde que há humanidade.
outro mal tão voraz e vão
tal qual ele se faz flagrante
se deformado pela vaidade.
o infectado só se vê ‘mais grande’
é ego mor, altaneiro e pujante
reles ser a repudiar o ignorante.
tem apenas o regozijo solitário
nada e ninguém mais é importante
nas mãos; o troféu de intolerante...


Penso eu que este POEMA, feito com maestria,
é acerca da intolerância e perseguição de alguns (poucos), à escrita de outros que consideram menos letrados e contra os afectos que se geram entre quem escreve e quem lê no LUSOPOEMAS, querendo assim fazer a elitização do site.




quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

é preciso seguir...





pequena prosa poética

Há dias, em que não me apetece ser nada, coisa alguma, mas sou...
sou, apenas um punhado de lembranças distantes, esvoaçantes como pássaros sem
ninho, num inverno frio, onde até o canto é triste.
Há momentos, que não sou nada, que me recuso ser, já me rendo, já trago o olhar perdido dos olhos,
as horas mortas, tenho vontade de rasgar a solidão que cresce nas minhas paredes, dentro dos minhas
veias, dentro da minha alma e se instala na minha poesia.
Aninhou-se em mim o inverno da vida e o sonho tornou-se inútil, as minhas palavras vazias mais não são, que um grito de revolta...de quê?
Nem sei bem de quê nem porquê!
Meus gestos moribundos, o tempo contador da vida dura, silenciosa, e por vezes amarga,  palavras saem da boca trémulas de emoção em vôos de asas quebradas...mas escrevo, escrevo como se a minha vida dependesse disso, suspiro de contentamento...digo:
vai tudo ficar bem...ah! vai sim! Digo com ar de louca para mim...

natalia nuno
rosafogo
ima.net

Esqueci-te




































esqueci-te, não por vontade
foi a razão a conselheira,
mas não morreu a saudade
que ingrata aparece ligeira.
tudo o que vive se sente
e este amor é chama acesa
é um sol forte e ardente
esquecer-te não me permito,
tenho a certeza.

me dói ainda esta dor
que tanto arde e me queima
indiferença é sentimento
esmagador
passa o tempo e a memória teima.
esqueci-te, não por vontade
mas não morre esta saudade.

vou-te dizer ao meu modo,
estou presa a ti e ao passado
no mesmo anseio somos um todo
meu peito contra o teu apertado.
esqueci-te mas fica perto de mim,
é essa a minha vontade
e se não morreu a saudade?
mais triste é viver assim...

natalia nuno
rosafogo
ima.net

O personagem não é o autor, é apenas criação
(eu lírico).

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

foi Deus...



Um fino talento?!
não é o meu...
tão somente um dom
que em mim Deus escondeu.
Não prevejo sucesso
meu dom é lilaz!
mas me dá acesso
a um eden de paz.

Nem é habilidade
talvez poder de raciocínio?!
tão somente a saudade
neste meu desígnio,
ideias ou inventos?!
luz ou arte?!
ideais sentimentos,

é tão somente
poesia... amar-te!
doce alento
esperança e céu
às vezes sustento
o dom que Deus me deu.

é canto de aves
que às vezes traz dor
formosas...suaves
poesias de amor,,,
lírios e giestas
banhados de magia
os sonhos em festas
Só Deus é quem cria
o Poeta exalta
com gosto e jeito
e tudo que faz falta
tem dentro do peito.

natália nuno
rosafogo

image-net

domingo, 20 de janeiro de 2013

amor perfeito...




 
vem do rés da terra
um cheiro a alecrim molhado
e meu olhar se desterra,
a saudade causa estrago.
pergunto ao rio, à fonte,
ao sol que desaparece sobre o monte,
o porquê da minha tristeza
deste pesar que a mim traz choro,
mas há em mim a certeza
que dos dias enquanto viver,
e de quantas palavras escrever
serão para te dizer...
terra amada te adoro.

és minha terra prometida
minha poesia de esperança
vento que sopra em minha vida,
que cantarei docemente
mesmo que de ti ausente...

nas estevas do caminho,
nas flores do rosmaninho,
no céu que de luar te cobre
cantar-te ei de noite e dia
minha terra pobre
e nobre,
ventre de volúpia.

virão sonhos e recordações
ou pequena lembrança que seja!
trar-me-ão alegrias, emoções,
uma primavera que se deseja,
os frutos que maduram no verão
e a paz ao meu coração

natalia nuno
rosafogo
ima-net.


sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

sonho dum momento só meu




quisera ser um momento
aquele sol dourado que brilha
nada mais que um momento
ser poema maravilha.
partir para outro hemisfério
levar no olhar
salpicos de mar...
e a boca salgada de mistério.

quisera ser um momento
a nota duma flauta no ar
nada mais que um momento
ser verso a soluçar
esperando a tua chegada
olhando p'la janela entrefechada.
agora que a tarde me banha
e a saudade se faz tamanha.

quisera ser um momento
cantar como canta o Poeta
e nada mais que um momento
nesta tarde violeta,
e tarde em meu coração...
oca de pensamento
me deixaria adormecida
por aí... algures sumida.

deixando um beijo de despedida
nesse momento morrer de amor...

por quem tanto amei na vida.


natalia nuno
rosafogo
imagem da net

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

céu da imaginação...




o aguaceiro da madrugada
levou-me ao céu da imaginação
deixei cair o pano da memória
e sem hesitação...
fui de mansinho
à margem do sonho
lá estava a minha história.

voei até lá num tapete voador
à remota infância...
lá estava à janela a mesma flor
as mesmas tábuas do soalho
a mesma brisa matinal
na horta o mesmo espantalho
os mesmos girassóis dobrados
a mesma arvore florescendo,
e os meus passos cansados
eu correndo...correndo.
o mesmo açude...
a mesma água por ele descendo,
e o amor que não se esquece
à terra
que o coração nos aquece.

deixo os chorões caídos de tristeza
num silêncio gelado...
e volto com destreza
deste meu sonho, onde deixei
tudo o que havia amado,
e não se varre da memória
nem da minha lembrança
é parte da minha história
rumores da minha infância.

minha saudade hoje é de alegria
meu sonho, perfumado de poesia...


natalia nuno
rosafogo
imagem da net