sábado, 21 de fevereiro de 2026

audácia de sonhar...



quando o vento levanta a voz 
num canto quezilento,
bate o coração apressadamente
fica o céu cinzento.
a bruma sempre presente
os mares fustigados
silêncios demorados
na memória e na pena
e a terra ferida...

um relógio sem ponteiros
marca a falta de paz na terra
que ora sofre de tempestade
e outros males como a guerra
nem sequer o amor basta
nem a poesia floresce
para adoçar o vazio,
a lágrima solitária cresce
e a terra é humilde abrigo
com paciência se espera
letras para poder esquecer
que a felicidade tão esquiva
venha enfim nos oferecer

vida plena, que se instale
de novo a audácia de poder sonhar
que acabe o mal
sem receio que a paz não seja para ficar.

natalia nuno
imagem pinterest


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