mãos que trago ainda atadas pela vida, que importa isso agora, vêm de longes ignorados, só as palavras vivem o prazer de conhecer seus desejos incontidos, às vezes vazias, adormecidas no regaço, alheadas de tudo...quando deste pelas minhas mãos? - sôfregas, desenhando carícias em teu corpo, na melancolia duma qualquer tarde doce...como o tempo voa, são agora mãos cheias de nada!
natalia nunopalavras escritas com o coração, em qualquer verso está vazada a saudade poética que a memória canta. A fascinação pelo campo, o idílio das águas, a inquietação o sonho, a ternura o desencanto e a luz, toda uma bagagem poética donde sobressai o sentimento saudade... motivo predilecto da poeta. visite-me também em: http://flortriste1943.blogs.sapo.pt/
domingo, 17 de abril de 2022
sábado, 16 de abril de 2022
os dias todos iguais...
asas do silêncio...
quinta-feira, 14 de abril de 2022
saudade...
recordei este pequeno e modesto poema... escrevi-o, teria os meus 16 anos, quando os rapazes da minha aldeia morriam na desastrosa Guerra do Ultramar, tal como a que a Rússia provocou agora na Ucrânia.
quarta-feira, 16 de março de 2022
que louco engano é viver...
quarta-feira, 2 de março de 2022
fruto dos meus silêncios...
domingo, 13 de fevereiro de 2022
nesta dor sentida...
esmorecem as vontades, o olhar agora baço e a cada passo, dou conta que as saudades descansam no meu regaço, o tecido do meu rosto inquietou-se com rugas de cansaço, no pensamento como que um aturdimento, e deixei de contestar, os braços sem abraçar, perdeu-se o permanente sorriso, no meu pedaço de mundo, nada mais se altera, finjo que não estou à espera, e quando chegar a hora vou pensar em liberdade, lembrar as cartas d' amor que escrevi ao homem que amei, das juras que jurei... eram então as noites longas e sem sono, o amor era tentador e ali ficávamos ao abandono...revivo nossos momentos íntimos, até onde a lembrança me leva, os sons do amor vêm aos meus ouvidos para encantar, quanta ingenuidade ainda me vem esperançar, o pensamento tanto tenta, na coragem perdida, nesta dor sentida, a saudade sempre me acalenta.
natalia nuno
rosafogo