Mostrar mensagens com a etiqueta mãe. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta mãe. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

MEU CANTO















MEU CANTO

Canto á videira
À giesta
Canto ao feto e ao trevo
Meu coração está em festa
A entristecê-lo nem me atrevo
Canto até ao agrião e à salsa
Ao gerúndio e à hera
Que dançam uma doce valsa
Como noutro tempo, outra era.

Canto aos rebentos da roseira
Expostos ao sol das manhãs
Canto aos lírios, às uvas e romãs
Canto aos ciganos sem eira nem beira.
Canto ao dourado da tarde
E ao fim do dia canto à saudade.

Canto aos frutos e flores
Canto aos céus e aos mares
Até me perco cantando aos amores
Enquanto Deus não me calares.

Canto aos lobos e aos morcegos
Aos vampiros e demais
Canto a toda a natureza,versos
ora profundos ora banais.

E por fim canto ao xaile de minha mãe
Ora!Porque me lembrei também.

natalia nuno
rosafogo

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

FITA DE VELUDO ENCARNADO















FITA DE VELUDO ENCARNADO

Á noite a terra parece vazia
Deserta, mas de luar coberta
E em mim uma estranha melancolia
Hoje me sinto inquieta, saudosa
Num tempo infantil de pureza
Recordo minha mãe jovem, mimosa
Ah... mas é apenas um sonho concerteza.

Um sonho que depressa se desfaz
Tudo o que perdi está em mim ancorado
Neste sonho sorrio e encontro paz
Embora o caminho nem sempre de rosas semeado.
Mas o passado é fonte de vida
Exige minha atenção,
Hoje nada mais, nada mais, só há uma saída
Deixar-me neste tempo, sem duração.

Deixar-me nesta minha verdade
Recordar o bibe branco bem lavado
Os caracóis pretos, com saudade
Atados com fita de veludo encarnado.

natalia nuno
rosafogo