palavras escritas com o coração, em qualquer verso está vazada a saudade poética que a memória canta. A fascinação pelo campo, o idílio das águas, a inquietação o sonho, a ternura o desencanto e a luz, toda uma bagagem poética donde sobressai o sentimento saudade... motivo predilecto da poeta. visite-me também em: http://flortriste1943.blogs.sapo.pt/
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quinta-feira, 14 de outubro de 2010
TROVAS (À AMIZADE)
TROVAS (À AMIZADE)
De quem de mim se esquece
Logo saudades trago comigo
No meu peito nunca arrefece
Amizade sentida por um amigo
Amigo, agora, é peça rara!
Talhada por uma mão com arte
De tão rara se torna cara...
Não se encontra em toda a parte.
Não se dê por descontente
Quem tem um amigo por perto
Só quem não tem é que sente
Que Vida sem ele é um deserto.
Um amigo nunca é esquecido
É alguém que nos estende a mão
Vive nossos sonhos, enternecido
Chora conosco momentos de aflição.
A amizade é sentimento nobre
É a mais bela flor dum jardim
Que importa se somos pobre?!
Basta amizade,é tudo p'ra mim.
De rima pobre, rimo com graça
Mínha alma simples tem o condão
De deixar rimas a quem passa
E nelas a amizade e o coração.
rosabrava
(Trovas antigas), há alguns anos apenas escrevia trovas, atrevo-me a deixá-las, espero sejam bem recebidas, tudo passa de moda, e elas também cairam em desuso, mas serão sempre a voz do Povo.
sábado, 28 de agosto de 2010
ESPANTALHO
ESPANTALHO
Trai-me o tempo
Velha história!
Trai-me o tempo e a memória!
Espantalho! De mim se afugenta a Vida!
Estou num beco sem saída!
Olho à minha volta
Andam nuvens ilusórias
Folhas mirradas voando
E eu espantada, perdida, solta
Histórias inventando.
Na seara, já no fim
Sou espantalho de afugentar
Já fujo também de mim
E para aqui fico, solitária a olhar!?
Chapéu negro, lenço ao pescoço
Vozes de quem?! Só eu ouço!
Casaca de remendos às cores
Garridas a condizer com as flores!
Pregadas com martelo e prego
As flores que tenho ao peito
Entristecidas não nego
Regadas com lágrimas, neste meu jeito.
Onde está o Sol luminoso?
O outro?! O do tempo verdadeiro?!
Ser espantalho é custoso!
Mas assim sou a tempo inteiro.
natalia nuno
rosafogo
Este poema foi escolhido pela Camara de Coimbra, a fim de figurar num folheto informativo dum evento
sobre uma Exposição de Espantalhos a efectuar em Outubro próximo. Fiquei feliz pela escolha.
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
MEU CANTO
MEU CANTO
Canto á videira
À giesta
Canto ao feto e ao trevo
Meu coração está em festa
A entristecê-lo nem me atrevo
Canto até ao agrião e à salsa
Ao gerúndio e à hera
Que dançam uma doce valsa
Como noutro tempo, outra era.
Canto aos rebentos da roseira
Expostos ao sol das manhãs
Canto aos lírios, às uvas e romãs
Canto aos ciganos sem eira nem beira.
Canto ao dourado da tarde
E ao fim do dia canto à saudade.
Canto aos frutos e flores
Canto aos céus e aos mares
Até me perco cantando aos amores
Enquanto Deus não me calares.
Canto aos lobos e aos morcegos
Aos vampiros e demais
Canto a toda a natureza,versos
ora profundos ora banais.
E por fim canto ao xaile de minha mãe
Ora!Porque me lembrei também.
natalia nuno
rosafogo
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