palavras escritas com o coração, em qualquer verso está vazada a saudade poética que a memória canta. A fascinação pelo campo, o idílio das águas, a inquietação o sonho, a ternura o desencanto e a luz, toda uma bagagem poética donde sobressai o sentimento saudade... motivo predilecto da poeta. visite-me também em: http://flortriste1943.blogs.sapo.pt/
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terça-feira, 16 de novembro de 2010
A MINHA MUSA
A MINHA MUSA
É minha musa a saudade
Por causa dela chorei
E logo depois mais tarde
Tive saudade e cantei.
Nostalgia me afaga a vida
Deixa embalar na esperança
Lembro a infância querida
E o riso solto de criança.
É minha musa a saudade
Tive saudade e cantei
E logo depois mais tarde
Por causa dela chorei.
Saudade da Mocidade
Saudade que não sarei
Na madureza da idade?!
Só a saudade cantarei.
Saudade exala o perfume
Das folhas do madrugar
Ela ouve meu queixume
Faz-me rir, faz-me chorar.
Na noite a saudade vem
Prende-se no meu cabelo
Eu e ela e mais ninguém
Sabe que ardo no seu gelo.
natalia nuno
rosafogo
domingo, 17 de outubro de 2010
TRANÇAS FINAS
TRANÇAS FINAS
Tranças finas
Lhe circudavam a cabeça.
Como querem que a conheça?
Em pontas de pés, imitando bailarinas.
Desprendia o cabelo,
Serpenteava-lhe as costas e era belo!
Tranças feitas
Ora desfeitas!
Tudo tratado com desvelo.
Tudo nela era singeleza
Caminhava com firmeza.
Era menina cheia de esperança
Com um saco cheio de dias
Menina que me ficou na lembrança
Outono agora vindimado de alegrias.
Menina que cheirava a terra e a alecrim
Menina fresca de verdade
Menina que passou por mim
Deixando um rastro de saudade.
Menina de alegria inebriada
Menina antes da noite adormecida
Menina de saudade desmolhada
Hoje p'la tristeza possuída.
Hoje não há cheio nem vazio
Há saudade passada e solidão futura
Sómente um coração já frio
Cheio de razão, mas sem cura.
rosabrava
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sábado, 21 de agosto de 2010
ESPERA AMOR
ESPERA AMOR
Perco-me no abismo do teu olhar
Morrem flores neste entardecer
Perde-se Vida num constante acenar
Mas a esperança volta sempre a florescer.
O tempo é como rapaz novo, a correr
Torna minha solidão ainda maior
Já nem o corpo me quer obedecer
Resta o tempo de lembrarmos amor.
Perco coisas que aprendi a amar
O tempo é colete de forças que me põe à prova
Que me aperta sem cessar
Mas deixa ainda no meu peito uma emoção nova.
Perco-me no abismo do teu olhar
Olhas-me de medo de me ver cair
Hesitante de palavras mas com vontade de gritar
ESPERA AMOR... a noite mansa que há-de vir!?
E assim foi sempre entre o deitar e o dormir
A nossa festa com brilho e chama
Esquecidos do tempo do porvir
É nesta hora que a gente sempre se ama.
natalia nuno
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