as palavras são como gaivotas, dão asas ao vôo do sonho, espreguiçam-se nos meus ouvidos, derrubam os meus limites, recordam-me com doçura tudo aquilo que perdi, e surpreendem-me com a esperança do que ainda me resta viver, cada estrela me traz um sonho, um sonho que desliza adormecido em mim, estendo-lhe a mão, enquanto rememoro poemas com emoção...são eles o sumo de tantos anos, o que os terá feito nascer? brotaram de silêncios, de memórias que existiram talhadas para serem flores no meu olhar, e que coloquei no papel com uma caligrafia audaz, tão audaz como o movimento das ondas do mar, ou a fúria do vento, mas com insondável ternura...vulcão de ideias de que fui capaz! palavras que observaram meu tempo desvanecendo-se, meu olhar tantas vezes atormentado, sem um sonho vislumbrado, nas metáforas ficou o fastio do silêncio, no ermo da bruma, onde me interrogava se seria eu alguma coisa, ou coisa nenhuma.
palavras escritas com o coração, em qualquer verso está vazada a saudade poética que a memória canta. A fascinação pelo campo, o idílio das águas, a inquietação o sonho, a ternura o desencanto e a luz, toda uma bagagem poética donde sobressai o sentimento saudade... motivo predilecto da poeta. visite-me também em: http://flortriste1943.blogs.sapo.pt/
sexta-feira, 21 de maio de 2021
versos calados...
quinta-feira, 20 de maio de 2021
ouço as cotovias...
domingo, 16 de maio de 2021
cegou-me o sol...
sábado, 15 de maio de 2021
sonhos que invento...
no silêncio esmagador...
no silêncio esmagador que oprime, de repente uma ave que cante numa árvore frondosa, uma rosa que abra, o bulício das abelhas ao redor, é sentir uma vontade de viver, deixar-se fantasiar o resto do tempo, esquecer o vento da descrença, seguir em liberdade, sem o mínimo descuido de ser feliz, porque o tempo apouca corre como um rio fluido, nutrir cada dia com amor e mel como se fosse o último... esquecer a solidão dormente, rir com riso de medronho e continuar no sonho, nunca é sonhar em vão, se ao acordar sentir bater, esse velho coração...
sexta-feira, 14 de maio de 2021
legado...
aqui deixo o meu legado, que alcancei da união incansável do meu coração com a escura fragrância do meu ser na sua inquieta agonia, com a luz do jardim da alma, enquanto a sonhar a vida!...nas montanhas azuis que avisto nos meus sonhos, há a premonição de que na noite insistente vou caindo, num emaranhado sem sentido, arrebata-me o sonho sem um gemido, a lua serpenteia nos meus olhos, uma dor mesquinha passa por mim e lá se acaba a esperança redentora de alcançar o céu... no meu coração que não desfalece, não há desolação, e com uma força incessante partilha o fogo da sua fogueira, com quem o queira, dou paz à minha memória, aqui deixo o meu legado, na sua firme dualidade de amar-vos e ser amado...