No Luso Poemas, site de Poesia onde há quatro anos deposito meus poemas e onde colho já 327.000 leituras, há a grande preocupação por parte de meia dúzia de ditos poetas de elite de quererem fazer uma selecção onde vigore apenas a poesia que eles acham ser « a boa», e andam armados em críticos, baralhados, no forum cada um dizendo sua coisa e até agredindo-se uns aos outros, apesar de serem eles mesmo os ditos que se acham o máximo. Ora hoje dei lá com um comentário do Poeta que assina ....MERDILOV e diz ser da Rússia, e não resisti a trazê-lo para este meu espaço, ( onde eu sou a maior ), por que de facto, o que ele escreve é exactamente o que por lá se passa, o que querem fazer daquele espaço de poesia de poetas amadores... infelizmente em todo o lado há quem queira dominar.
Achei a sua prosa opinativa o máximo, para mim o mais correcto que li por lá acerca do assunto.
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este 1º pedaço de prosa é dum outro
" ...perfeito mesmo seria se houvesse uma forma dos próprios autores, já no cadastro, identificarem-se como "café-com-leite" (conhecem a expressão?). estes teriam um "salvo-conduto" das opiniões, demonstrariam que estão no luso-poemas apenas para passar o tempo, por terapia ou qualquer outro motivo que não envolva literatura..."
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Segregação. Formação de castas que propicia que os que se consideram elites dominem.
Os operários tem que morar em bairros proletários para não importunarem os bem nascidos com a visão que proporcionam aos que se julgam superiores,sua pobreza, falta de modos e falta de educação agridem nobres.
A classe dominante exerce um imperialismo no proletariado e querem trazer esse ranço autoritário aqui.
Na verdade, alguns querem é ficar entre os que se julgam iguais, elogiando-se uns aos outros. Qualquer um que ouse ser diferente é exterminado.
Mas tomem eles cuidado com os próprios atos. A história da humanidade é prodiga em exemplos aplicáveis. Primeiro vão expurgar excluindo os que cometem erros de ortografia e gramática. Não merecem estar aqui. Nos agridem com seus erros crassos.
Livres deles, vão excluir os que tem estilos dissonantes. É literatura menor. Não merecem estar aqui. Não vão fazer falta.
A assim por diante vão excluindo e destruindo a todos que são diferentes até que restem apenas um punhado de puros e bem nascidos que aprovam uns aos outros.
Mas, a fogueira das vaidades não os deixará impunes. Vão começar a policiarem uns aos outros, dentro de seu próprio grupo, atacando-se os iguais. O mais forte é o inimigo a ser batido.
Vai assim continuar num dantesco festim autofágico até que reste apenas um. O melhor de todos. O Puro. O Suprassumo. Venceu a todos. Não há mais quem o desafie.
Ao olhar para seu último texto, ele mesmo não gosta do que escreveu. E num achaque ortodoxo de puritanismo exacerbado retalha-se a si próprio. Afinal, ele é tão puro que não pode perdoar nem em sí mesmo a menor falha.
Fim da tragédia. Fecham-se as cortinas. Acendam as luzes. Mas, será que há alguém na platéia?
Dimitri Smerdilov
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