palavras escritas com o coração, em qualquer verso está vazada a saudade poética que a memória canta. A fascinação pelo campo, o idílio das águas, a inquietação o sonho, a ternura o desencanto e a luz, toda uma bagagem poética donde sobressai o sentimento saudade... motivo predilecto da poeta. visite-me também em: http://flortriste1943.blogs.sapo.pt/
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
ESTRELAS NO FIRMAMENTO
Meus passos são serenos
penetrando por entre a multidão
Enquanto meu coração,
reconfortado por tempos amenos
em silenciosa humildade
palpita por aí levando saudade.
Por aí ao vento, ao relento
Numa tarde abrasadora ou chuvosa
Onde me sinto jovem com tempo
confiante, poderosa.
Esqueço a companheira da aventura
A que passou e não olhou
A que traz a angústia nos olhos
A que pressente a loucura
A que com o Mundo se indignou.
Passo a sentir só a outra
... a da saia aos folhos!
A que decide amar,
a que se atreve a deixar-se enamorar.
Sem limitações, de peito em fogo
Determinada a entregar-se logo...logo...logo!
Mas hoje há estrelas no firmamento
E a lua resplandeceu
Era só sonho...lamento.
O sonho morreu.
Ah! Mas o passo é ainda de bailarina
E no olhar ainda aquele brilho
A confiança a que lhe vem de menina
Quando se isolava no meio do milho.
Este sonho que ainda faz ruído
Que embriaga os sentidos
Uma voz ardente de juventude:
Que faz eco ao ouvido...
amiúde...
Persiste, não deixes teus sonhos caídos.
natalia nuno
rosafogo
domingo, 26 de fevereiro de 2012
A FUGA DO TEMPO
Neste dia quanta coisa por dizer
As palavras se repetem
Mas escrevo, escrevo e assim
a morte nada intenta contra mim.
... Nos olhos as lágrimas se metem
Como os últimos raios nas vidraças
batendo, batendo como ameaças.
Queria tanto ser uma garça
Ou uma narceja!
E num vôo adensar por entre nuvens
correr mundo.
É tudo que meu olhar deseja!
Aproveitar o vigor
Seguir o suspiro do vento
Abandonar-me ao amor
Que ainda no coração acalento.
Trago os olhos húmidos de emoção,
e na noite de repente caída,
uma lágrima rebelde incontida,
de tristeza e confusão.
A fuga do tempo me acompanha
Levo no coração confiança,
deixo-me ir na corrente,
sou como em criança.
Vou sonhando sómente...
natalia nuno
rosafogo
Este poema faz parte da Antologia «Entre o Sono e o Sonho»
ABAIXO COLOQUEI O MESMO POEMA DENTRO DUM LIVRO (OFERTA DA AMIGA POETA ANA COELHO) para ela o meu agradecimento p'lo carinho..
sábado, 25 de fevereiro de 2012
MINHA TERRA

meu bucólico lugar,
MEU AMOR, MEU AMAR...
MEU CANTAR
Onde me deixo tranquila sem pressa
na minha rua...na minha travessa.
Com sonhos de ventura
E outros tantos de tristeza
Mas a certeza,
deste amor infindo
Que meu coração está sentindo.
Nas vagas do tempo me perco
Gravada trago em mim a tua magia
És dona dos meus sonhos de menina
A minha alma exulta de alegria.
Sinto no peito um frenesim
Mas é esta a minha sina
E dou por mim...
Descobrindo em ti, nem sei bem!
Não sei o quê...não sei!
Mas sei!
Que sempre te amarei.
Minha terra,
flor de laranjeira
Quando eu partir e tu ficares
Meus versos te dirão à minha maneira
Como te é grato meu coração.
E se me amares?!
Espalha-os nas águas
do teu rio.
E enleia num rodopio,
minhas mágoas
aos salgueiros das tuas margens,
que um dia cantei,
com laivos de nostalgia,
fazendo-te homenagens.
De utopia meu sonhar,
e já tanta saudade sentia!
Agora quando já não ouvir
cantar o rouxinol,
a cotovia,
é porque nos meus olhos se pôs o sol.
Nessa apatia,
ao teu verde direi adeus,
e aos recantos teus,
a todos os laços meus.
Mas enquanto viva,
sempre virei em busca de guarida,
MINHA TERRA QUERIDA...
natalia nuno
rosafogo
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
PÉGADAS NA AREIA
Já nada é de verdade
Já tudo tive na vida
Mas levo comigo a saudade
Da Juventude perdida.
Já o vento desfolha os ramos
Palavras em mim arredias
Como sementes vazias
Caminhos que calcorreamos
sem saber p'ra onde vamos.
É tarde, já horas mortas
E nem sossego no leito!
O vento estremece as portas
do meu coração insatisfeito.
É Outono na minha vida
Foram-se as amoras silvestres
Trago a vida cumprida
Saudade nestes tempos agrestes..
Tempo que passou demais...
Mesmo morta me apego à vida!
Queixumes solto, em cantos banais
Sou flor à tarde pendida.
Morrendo... e não volta mais!
Noutro tempo me criei
Quando a vida se escoava lentamente
Que o tempo por mim passava, não pensei,
Trazia no coração fogo ardente.
Hoje está tudo mudado
Tudo se apaga como pégadas na areia
Restam as lembranças
Que a memória sempre ateia.
natalia nuno
rosafogo
Já tudo tive na vida
Mas levo comigo a saudade
Da Juventude perdida.
Já o vento desfolha os ramos
Palavras em mim arredias
Como sementes vazias
Caminhos que calcorreamos
sem saber p'ra onde vamos.
É tarde, já horas mortas
E nem sossego no leito!
O vento estremece as portas
do meu coração insatisfeito.
É Outono na minha vida
Foram-se as amoras silvestres
Trago a vida cumprida
Saudade nestes tempos agrestes..
Tempo que passou demais...
Mesmo morta me apego à vida!
Queixumes solto, em cantos banais
Sou flor à tarde pendida.
Morrendo... e não volta mais!
Noutro tempo me criei
Quando a vida se escoava lentamente
Que o tempo por mim passava, não pensei,
Trazia no coração fogo ardente.
Hoje está tudo mudado
Tudo se apaga como pégadas na areia
Restam as lembranças
Que a memória sempre ateia.
natalia nuno
rosafogo
ALEGRIA E DOR
Num vaivém procurei...procurei
Mas foi tudo em vão...
Abro meus olhos e achei
Que fui chama em furor
Hoje companheira da solidão.
Levantei a fronte ao céu
Rasguei a sombra,
que sobre mim se abateu
Olhei o céu, todo ele olhava
E lembrei tudo quanto amava.
Parece tudo perdido
para sempre
Nesta manhã de Outubro
A chorar descubro
Minha vida derramada
Açoitada p'lo Outono
Semelhante a um regato no estio
P'la noite invadida de medo e sono
Um vale deserto onde habita o frio.
Alegria e dor
Já são o mesmo para mim
Meus pensamentos são catavento
Eu sonho com o amor...por fim.
Lembranças pesadas
E eu esquecida...esquecida de tudo
Passaro cantante, de repente mudo.
E em sorriso ou pranto
Em notas frescas cantando
Seduzo a lua enquanto
alguém me oferece amor...minha mágoa
calando.
rosafogo
natalia nuno
imagem do blog imagens para decoupage
Mas foi tudo em vão...
Abro meus olhos e achei
Que fui chama em furor
Hoje companheira da solidão.
Levantei a fronte ao céu
Rasguei a sombra,
que sobre mim se abateu
Olhei o céu, todo ele olhava
E lembrei tudo quanto amava.
Parece tudo perdido
para sempre
Nesta manhã de Outubro
A chorar descubro
Minha vida derramada
Açoitada p'lo Outono
Semelhante a um regato no estio
P'la noite invadida de medo e sono
Um vale deserto onde habita o frio.
Alegria e dor
Já são o mesmo para mim
Meus pensamentos são catavento
Eu sonho com o amor...por fim.
Lembranças pesadas
E eu esquecida...esquecida de tudo
Passaro cantante, de repente mudo.
E em sorriso ou pranto
Em notas frescas cantando
Seduzo a lua enquanto
alguém me oferece amor...minha mágoa
calando.
rosafogo
natalia nuno
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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
A ÚLTIMA ROSA

Morre a última rosa,
ou em seu aroma adormece.
Paga o tributo de ter sido formosa,
ninguém pergunte, o destino assim acontece.
O tempo tudo destrói
Resta o vazio à rosa que já não é carmim
Olhá-la dói!
Já não é seda nem cetim.
Vive do outro lado do cristal
Perdeu tudo e por fim a alegria
Já se vai a rosa com o temporal.
A rosa que foi flor um dia.
Acreditou que pra sempre tinha vindo
P'lo caminho sente o tédio
Mas seu sonhar ainda é infindo
No sonho encontra o remédio.
Recorda outras Primaveras
É passado, presente e futuro
E no compasso das esperas
Vai caindo no chão duro.
Já a luz do dia se declina
Abre passagem o esquecimento
Esquece até que foi menina
Pé descalço, cabelo ao vento.
Decai sobre ela o rancor
Já o tempo dela se abeira
No jardim já não é a flor
Não molha o pé na ribeira.
Mas insiste em estar ali!
Seu olhar é ouro derramado
Seu corpo é arvore aqui!
Morrer de pé é seu fado.
rosafogo
natalia nuno
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