palavras escritas com o coração, em qualquer verso está vazada a saudade poética que a memória canta. A fascinação pelo campo, o idílio das águas, a inquietação o sonho, a ternura o desencanto e a luz, toda uma bagagem poética donde sobressai o sentimento saudade... motivo predilecto da poeta. visite-me também em: http://flortriste1943.blogs.sapo.pt/
terça-feira, 3 de julho de 2012
DESASSOSSEGOS DA ALMA
O silêncio ressoa,
magoa,
queima...
E o tempo teima!
Esquecida de mim
quebram-se-me os braços,
não ouço nem lembro meus passos.
Consumo-me nas horas absortas
Nas marcas do tempo
nas ilusões mortas.
Uma ermida na solidão
Campos de névoa, águas visíveis
e invisíveis,
nos olhos tristes.
E no coração?!
Uma região de pranto
Uma dessimulada agitação
Um bater de desencanto.
Sonhos? Ousados...! Ficando
lembrados,
no meu mundo íntimo...
A sete chaves trancados!
Esperando e desejando
alcançar serenidade.
São rebates de esperança e saudade!
Pássaros pousados na minha mente
Esvoaçando em mim lembranças
Até indefesa adormecer docemente...
Acresce a minha ansiedade
neste tempo que magoa,
Trazendo-me cabelos de prata...
Já o silêncio ressoa,
neste embalo que o coração acata.
E meu pensamento cheio do que sonha
parecendo infantil!
Devolve-me a infância risonha
e a saudade do meu tempo estudantil.
rosafogo
natalia nuno
imagem da net
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segunda-feira, 2 de julho de 2012
RECORDAR...JUNTO CONTIGO
O rubor do sol no poente
pinta o chão de matizes
Enquanto tu perdido de amor
me dizes:
Que covinhas lindas no rosto!
E esse tímido sorriso?!
Nessa tarde já longínqua, ao doce
crepúsculo, era Agosto.
Olhares embaraçados
Lábios em sofreguidão
Corpos colados,
silêncio, ouvindo-se apenas
o bater acelerado do coração.
Acordo do devaneio
Incrível como o tempo voa
Nunca mais tem cura esta saudade
A que o resto do mundo é alheio.
Mas a ela não renunciarei, ainda que doa
Hoje não é tão doce a tarde
Mas há aves no céu!
E instantes vibrantes, vivos
Onde sou tua, e tu és meu!
Há coisas que me fazem subir
o coração à boca
O sol nos teus olhos brinca alegremente
E eu como louca
Adivinho os teus desejos, me entregando
docemente.
Disseste-me que era linda
Mesmo com rugas no rosto
E eu com saudade infinda
Lembrei-te a tarde longínqua
do mês de Agosto.
E de alto abaixo te mirei
Meu amor da vida inteira
Poemas de amor te escreverei
Saudosa da visão primeira.
natalia nuno
rosafogo
sábado, 30 de junho de 2012
PERDIDO E HOJE ACHADO
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Enviado por | Tópico |
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VónyFerreira |
Publicado: 16/04/2010 10:31 Atualizado: 16/04/2010 11:30
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Colaborador
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Mensagens: 14472
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À minha querida amiga Rosafogo
aqui fica o meu carinho por tudo quanto escreve. E um beijo. A ti, Antónia, um bem hajas! Beijo para ti também. Vóny Ferreira |
Enviado por | Tópico |
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ÔNIX |
Publicado: 16/04/2010 10:48 Atualizado: 16/04/2010 10:48
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Colaborador
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Localidade: Lisboa
Mensagens: 2461
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Uma bela homenagem a uma pessoa que também gosto
acompanhada de um belo poema Beijo Matilde D'Ônix |
Enviado por | Tópico |
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rosafogo |
Publicado: 16/04/2010 14:33 Atualizado: 16/04/2010 15:00
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Mensagens: 8172
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Agora que arrumava a trouxa para ir até à aldeia,
que é onde me sinto bem aí às portas desse nosso lindo Alentejo, vens tu Poeta Alentejana, deixar-me de lágrima é que é mesmo uma surpresa e nem com óculos já vejo nada, mas como sou ansiosa, não quero de modo algum partir sem te agradecer do coração, quem sabe poderei não chegar. Deixo-te este pedacinho duma poesia, feita no castelo de Arraiolos, há duas semanas atrás. Repouso a vista em campos vizinhos Tudo calmo nada a quebrar a monotonia. Há gente pelos caminhos E eu, um ror de tempo a recordar, assim passa mais um dia. O coração pula no peito Lembro de tudo como se ontem acontecesse Tenho p'ra mim que é meu defeito Desejar que o tempo morresse. E com vagar Afinal sou cumplice também Tudo calmo nada a quebrar «a amizade por ti também.» Terminei assim, embora o poesia seja mais longa, para te dizer que é nestes momentos que sejam quais forem as palavras nunca expressam condignamente o que nos vai na alma. Obrigada Antónia, pelo carinho também o meu agradecimento às Poetas que entretanto já comentaram, beijos para elas. Para ti um beijo carinhoso rosa |
Enviado por | Tópico |
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Avozita |
Publicado: 16/04/2010 22:55 Atualizado: 16/04/2010 22:55
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Mensagens: 4691
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Parabens Antonia pela homenagem
em linda poesia, que fizeste a uma poetisa que merece. Beijinhos a ambas. Antonieta |
Enviado por | Tópico |
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AnaCoelho |
Publicado: 17/04/2010 09:46 Atualizado: 17/04/2010 09:46
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Localidade: Carregado-Alenquer
Mensagens: 11780
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Um poema que descreve na perfeição a Rosa e a sua poesia, que também gosto porque gosto e o gosto é algo a que temos direito e nele o prazer de poder ler.
Para lá da poesia a Rosa é também um ser humano fantástico assim como tu. Beijinhos para as duas e bom fim de semana |
Enviado por | Tópico |
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Henricabilio |
Publicado: 17/04/2010 09:58 Atualizado: 17/04/2010 09:58
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Mensagens: 7368
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Em poema, palavras que me parecem ajustadas.
Mais, só mesmo a Rosa para se revelar - que nós nos vamos revelando nas entrelinhas das linhas direitas, escritas com enigmáticas emoções. Um abraçooo! Abilio |
Enviado por | Tópico |
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morethanwords |
Publicado: 17/04/2010 10:16 Atualizado: 17/04/2010 10:16
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Localidade:
Mensagens: 1573
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Lindo... lindoooo
jinhos, T!na |
Enviado por | Tópico |
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Beija-Flor76 |
Publicado: 18/04/2010 19:58 Atualizado: 18/04/2010 19:58
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Colaborador
Usuário desde: 23/02/2010
Localidade: PORTUGAL
Mensagens: 2126
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Uma homenagem justa e merecida á nossa grande amiga Rosa, pela qual nutro um carinho muito grande.
Adorei . Beijo Beija-flor . |
Enviado por | Tópico |
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rosafogo |
Publicado: 18/04/2010 20:32 Atualizado: 18/04/2010 20:36
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Localidade: Natural de LAPAS-Torres Novas - Vive em- LOURES
Mensagens: 8172
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A todos os Poetas que neste espaço da amiga
Antónia Ruivo deixaram palavras de carinho para mim e de apreço ao que escrevo, quero dizer que me sinto orgulhosa e agradecer, não imaginaria eu, algum dia, criar laços de amizade tão grandes mesmo sem conhecer alguns de vós, a todos quero deixar um beijinho. E um agradecimento especial à Poetiza, que me retratou nesta bela poesia. Beijinho amiga rosa |
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Á MINHA ALDEIA AMADA
Os que partiram deixaram como herança
O céu, as estrelas
que mirava em criança.
Já não se tingem os calcanhares
de uvas novas
Já não se cantam nos lagares
antigas trovas.
Transborda o rio as suas águas
Varre-se a minha vista, não resistindo
às mágoas.
Hoje é outro o ar por companhia,
e a saudade a chave da minha alegria.
Prisioneira minha alma, vagueia
Entre a boca e o beijo vejo a hora
que sem demora
virá a misteriosa lua cheia,
a mesma de outrora
Que no teu rio se espelhava.
Enquanto o sino tocava
as Avé-Marias
tão poderoso como a esperança
na pureza do entardecer.
A inocência desses dias
trago na lembrança!
Sonho que ainda quer arder.
Tudo se rende ao meu redor
E não há fronteiras na memória,
Nem a lonjura, a ausência ou a dor
Me fazem esquecer minha história.
Na hora da partida
que um dia vai chegar,
Te entrego minha vida,
o meu corpo para em ti para sempre
morar..
Mas enquanto me restam gestos
e palavras, não
me perco estou segura!
E dir-te-ei: AMO-TE
AMO-TE , com ternura.
rosafogo
imagen da net
quarta-feira, 27 de junho de 2012
AS ARVORES MORREM DE PÉ
Pétala disse:
Olá Natália
Uma alma não pode morrer
Mesmo que nela exista dor
Enquanto nas veias correr
O sangue que nutre o amor
A vida só apaga e se esvai
Quando dela se desiste
Ela sozinha não vai
Só se estiver muito triste
Mas tristeza é combatida
Abrindo gavetas de tesouro
Escolhendo as que deram vida
Contidas nesse coração d’Ouro
Velhos serão os trapos
Nem eles sabem o que é
A vida pode dar sopapos
Mas as árvores morrem de pé…
Beijo
POEMA ESCRITO PELO POETA PÉTALA NUM COMENTÁRIO AO MEU POEMA «MOMENTOS», QUE AGRADEÇO DE CORAÇÃO, E QUE APRESENTO PELA BELEZA QUE NELA ENCONTRO.
terça-feira, 26 de junho de 2012
MOMENTOS
Sou uma árvore solitária
Sacudida p'lo vento
Surgem-me emoções nos descuidos
do pensamento.
Há no ar um odor almiscarado,
que me é familiar,
e que à noite me faz sonhar.
Louvado seja Deus! Louvado!
Encontro a eternidade
na luz que espelha p'la manhã
O olhar perdido na saudade
Á beira de morrer, que o tempo não
perdoa.
Hoje venha o que vier, deixo o coração
à toa!
Sinto saudade nem sei bem de quê!
Nem sei de onde ela me vem
Saudade que só o meu olhar vê
E sabe de quê e de quem!
Sou àrvore erma como os versos
que vou fazendo.
Que em troca não pede nada
Por aqui nos vamos perdendo
Eu e eles numa prece desfolhada.
Que mais posso andar? Cançei!
É tarde, muito tarde...
Quebrou-se o encanto.
Agora que cheguei?!
Quedo o olhar e o pranto
Definho na saudade.
natalia nuno
rosafogo
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domingo, 24 de junho de 2012
A MANHÃ POUSA EM MIM
Hoje o cantar do pássaro é sonoro
E tanta harmonia à minha volta,
que a vida namoro.
A alma voa, prenúncio de saudade,
solta-se, nesta manhã de claridade.
Como asa de pássaro que se agita no céu.
Assim,
a manhã pousa em mim.
Teimo em viver,
o sonho que me acolheu.
E as lágrimas que deixar,
hão-de secar!
Está meu corpo farto de saber,
que já não mata o tempo, mas
é ele que o mata,
e assim vai andando de nó no peito,
que não ata nem desata.
Se ao menos o coração pudesse dizer
da sua intensa vontade
de viver!?
ah... a criança em mim
Que brinca com o sol e com o vento
criança que não envelhece
é ela que me dá alento.
Mas hoje a terra exala o aroma
dos laranjais
e os pássaros enfeitiçam meu dia
com seus cantos e rituais.
me deixo embalar
e a solidão deixará de me inquietar.
Já se dobram os girassóis e com eles
a tarde.
E eu permaneço à sombra da saudade.
natalia nuno
rosafogo
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