palavras escritas com o coração, em qualquer verso está vazada a saudade poética que a memória canta. A fascinação pelo campo, o idílio das águas, a inquietação o sonho, a ternura o desencanto e a luz, toda uma bagagem poética donde sobressai o sentimento saudade... motivo predilecto da poeta. visite-me também em: http://flortriste1943.blogs.sapo.pt/
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
BENDITA A SORTE!
Outra vez, outra vez....
Cada vez mais penosa
A solidão se fez.
A tristeza curiosa
Também apareceu nessse dia
Aplicou o ouvido para ver
se ouvia,
o sossego no fundo do ser.
Ou alguém para lá do Mundo
Mas nada ouviu para além
dum silêncio
profundo.
Silêncio que caía
ao entardecer
Era alguém que morria!
Como um livro inacabado
Ali permanecia, deitado,
Morto sobre o sobrado.
Uma vez, outra vez
A morte astuta se insinua
Quase sempre talvez
Duma maneira dura e crua
Um sossego que parece escutar-se
De alguém que resolveu calar-se
Ou teve vontade de ausentar-se.
E a vida continua a correr
Pelo mesmo carreiro, veloz!
Enquanto a palidez no rosto se estender.
E flores misteriosas crescerem na voz
Aquilo que ouço, ignoro, não quero saber.
Deixo que se erga a tarde
Fumegando de alegria
O estio que meu peito sentia
E a minha voz que desfalecia
São agora goivos florescendo
de alegria.
Deixo para tráz a realidade
Perdida entre rosas silvestres
Os anos e a saudade?
São nossos mestres.
Adormecer na morte?
Bendita a sorte!
natalai nuno
rosafogo
imagem retirada do blog
imagens para decoupage
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
MORRI POR TI!

A vida chega onde chegar
Não terá nem mais um dia!
A morte lá estará para a esperar
Num breve ou demorado adeus
E numa submersa solidão,
Sei apenas que nos olhos teus
Haverá a ausência dos meus.
Presente para sempre,
dizes, estarei no coração.
Sei apenas que dos olhos teus
A morte não me levará,
Apenas baterá à nossa porta
Num dia triste de Outono.
Encontrará a vida morta
Solta ao abandono.
Sem sol e em solidão
E assim, levará o coração.
Outono será a última estação
O Inverno será o grande ausente
Não será visto nem achado!
Também ele morrerá tristemente
P'lo nosso sonho abandonado.
Sei apenas que os olhos teus
Serão um lugar onde a tristeza ditará,
que aí também devo morrer.
Quererá Deus,
Que continues a viver?
Direi como Ele,
«quando a noite se aproximar
sabereis que morri»
Mas eu, morri...morri por te amar.
Morri por ti!
rosafogo
natalia nuno
( está escrito há algum tempo, considero-o um poema de amor, mas também sombrio, então assim o classifico)
imagem do blog vintage
domingo, 2 de outubro de 2011
A VIDA

Tão formosa que é a vida
Dança-se como uma valsa
Vida de esperança vestida
Tantas vezes falsa!
Já o corpo morre
Fica o sonho no olhar
Já o pé não corre
Já o silêncio vem cercar.
Vida esquiva ao final
Como moeda falsa,
não serve para pagar.
Surge a incerteza!
No momento crucial
Dissipou-se a beleza
Agoniza-se é fatal.
O ar se vicia
A dor fica à sorte
Quem convencido estaria?
Que não lhe chegaria a morte?
Fica às escuras a mente
Na memória o vazio
E o tempo inclemente
Nos morde de frio.
Sinto a vida falsidade
Fez jura que não cumpriu
Jamais falou a verdade
Toda a vida me mentiu.
rosafogo
natalia nuno
imagem retirada do blog imagens para decoupage
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
ALGUMA COISA EM MIM
Quero cerrar os olhos
Esquecer a vida!
Deixar-me a ouvir o regato
no vale
E numa ventura infinitiva
Deixar o sonho ser real.
Este sonho que é feito
de migalhas entrelaçadas
Dum tempo que trago no peito
com imagens amadas.
Embacia-se a vista
com o fumo que se desata
das lembranças
O passado minha memória conquista
Recordo o tempo das esperanças.
As palavras ficam quietas na boca
No coração uma terrível estreitura
Um vendaval lembrando ser já tão pouca
A Vida que trago presa à cintura.
Darei meu coração por alimento
À vida que me traz derrubada
Se até meu respirar é sofrimento
Que mais queres de mim?
Vida danada...
natalia nuno
rosafogo
imegem do criative blog
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
PENSAMENTOS

Ás vezes cerro os olhos
Ao presente sombrio
Meu coração bate manso
Como bate o vento trémulo nas canas
Sinto-me pequena folha embalada
Num frenesim de esperança
E pouco mais que nada.
Ás vezes olho a paisagem desolada
E nem sei o que é mais cinzento
Se o que olho de alma quebrada
Ou o que me vai no pensamento.
Ás vezes sou levada por uma vontade
Assim, a lampada da vida
continua a arder
Outras me dá uma saudade
que a vontade
me quer morrer!
E a tristeza é como uma centopeia
Que se arrasta solitária
Avança e se passeia
Na minha alma lacerada
E continua dias a fio
A cada instante mais sombria,
como rio
Que segue louco ao mar.
Ás vezes fico eternizada a pensar
Que a vida é mesmo esse rio, indiferente,
que corre sem parar,
e eu sentada aqui
Com frio na alma, nem me sentindo gente.
entregando-me ao futuro que se avizinha
e me espreita
e assim se vai sumindo vida minha
como a água do rio que corre.
A ameaça se deita
despertando meu temor.
Ouço o tremer do arvoredo,
fico sem medo,
do tempo me esqueço
Vibro com tanto aroma, tanta flor!
E assim adormeço.
natalia nuno
rosafogo
FICO-ME POR AQUI

Fico-me por aqui!
Não quero aumentar a tristeza
Nem vossa, nem minha
De vós muito recebi
E a vossa estima é a certeza
que na minha escrita se adivinha.
A cumplicidade entre nós
sempre acesa.
Daí a saudade.
Agora ao atingir o fim?
Procuro vivamente a liberdade,
que á distância ficou de mim.
Não é que a eu não sinta!
Ou a minha felicidade seja menor
Mas é pra que não minta
Pois hoje me sinto sem valor.
Estava decidida a ficar
Continuar com dignidade
Mas a outrém vou deixar falar
Já que só falo de saudade.
Volto ao ponto de partida
Desço ao fundo do meu coração
Deixo esta poesia mal urdida
Por hoje é esta a minha punição.
rosafogo
natalia nuno
imagem do blog imagens para decoupage
Hoje estou sem inspiração...
domingo, 25 de setembro de 2011
ESTRELAS ENGANOSAS
Meu sorriso jaz adormecido
E no meu olhar já a tarde dorme
Minha voz desamparada, sem ruído
Meu soluço raio que cai e ali morre.
Assim sobe em mim obscura dor
Neste Outono me sinto isolada
Já fui amendoeira em flor
Sou agora triste arvore desfolhada.
O sol sustém ainda minha esperança
Finda a noite, mas não finda a vida
A noite que me leva á criança
Em sonhos onde fico cativa.
Ali me deixo docemente
Num tempo que não conhece desventura
Ouço o chiar da nora permanente
Olho a minha gente com doçura.
Assisto a tudo com o coração palpitante
Aproximo-me das coisa que me são preciosas
Peço ao sonho só mais um instante
Amanhece, vão-se as estrelas enganosas.
rosafogo
natalia nuno
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