os sinos tem sempre uma mudez
sombria
como se aguardassem o dia
d'alguém que está de partida,
hoje, ou amanhã talvez
em engrenagens ondulam
levam o som à distância
recordando a chegada da morte,
cresce a ânsia...
em quem recebe tal sorte.
tudo acaba, até o sino esquece
o seu tanger
em curtos intervalos,
indolente, sem saber,
com seu vulto confuso
quando voltará a ter uso
rapidamente, é arauto da aurora
que traz na hora
o esplendor da luz entreabrindo,
é baptizado ou casamento,
e o som é bem vindo
virou o vento...
assim se chora de de alegria,
ou de tristeza
a vida nunca é em vão!
natalia nuno
imagem pinterest

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