segunda-feira, 1 de junho de 2026

os arautos...

 


os sinos tem sempre uma mudez

sombria
como se aguardassem o dia
d'alguém que está de partida,
hoje, ou amanhã talvez

em engrenagens ondulam
levam o som à distância
recordando a chegada da morte,
cresce a ânsia...
em quem recebe tal sorte.

tudo acaba, até o sino esquece
o seu tanger
em curtos intervalos, 
indolente, sem saber,
com seu vulto confuso
quando voltará a ter uso

rapidamente, é arauto da aurora
que traz na hora
o esplendor da luz entreabrindo,
é baptizado ou casamento,
e o som é bem vindo
virou o vento...
assim se chora de de alegria, 
ou de tristeza

a vida nunca é em vão!

natalia nuno
imagem pinterest

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