sábado, 15 de novembro de 2025

com o pulso do tempo...



há um pouco de inércia 
que a memória assume,
por vezes é grande a desordem
a um sopro de abandono se resume
como se duma flor colorida
passasse a um galho ardido
cansada da vida

já não recupera
o que dantes alcançava
é como se fechasse um pouco a janela
à vida
torna o destino sem meta possível
ou talvez este chegue veloz
mas nenhuma esperança tida

parece ficar detrás dum véu de bruma
num vazio já um pouco prisioneira
sem volta de ser a primeira,
a não deixar- se esquecer de coisa alguma
tornou-se um hábito esquecer
debaixo da língua a palavra afoga
na sombra dos olhos vejo a perder
a luz de outrora.

.natalia nuno
imagem pinterest

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