sábado, 22 de novembro de 2014

meditação




Coitado do meu País, as vergonhas por que o fazem passar, dobro as lágrimas quando oiço a Portuguesa, creio que ainda há muitos como eu que apesar de simples, amamos e respeitamos o chão que nos viu nascer, já outros letrados e afins que o des(governam),deviam ter vergonha na cara, para além de o fazerem tapete dos outros países se abotoaram, encheram os bolsos e nos retiraram o pouco que tínhamos e levámos a vida para o conseguir. Malditas criaturas!


natalia nuno
rosafogo

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

minha doce inimiga...



é cinzenta minha inquietação
saudade é chuva que me inunda
o coração...
como o silêncio agora pesa!
ribombam trovões distantes
lembro a reza de menina,
a Santa Barbara Bendita
«que no céu está escrita com
papel e água benta
livrai-nos desta tormenta»,
relâmpagos serpenteiam
por instantes o céu, pelos raios lacerado
que me fascina,
o dia agonizado,
um fragor de granizo
surge sem aviso,
sacode o chão, vindo dos céus,
eu me entrego a Deus

nuvens negras de corvo
luz macia e lenta
e meu coração experimenta
o amor p'lo verso
que surge súbitamente,
vindo dum recanto da alma
inesperadamente a escapar-se por entre
os dedos, apagando os medos
neste fim de dia
negro, de sombras e nostalgia.

por detrás do vidro embaciado
abstracta, olho o arco-íris
imagens me vêm do passado
me arrastam num deambular de sentires
meu coração sente  e despedaça
enquanto a morte se aproxima ... a vida passa.

natalia nuno
rosafogo




sexta-feira, 14 de novembro de 2014

bate-me à porta a saudade....



Todas as forças consumi
evoco agora recordações
contemplo ternamente o tempo
de quando te conheci
sinto um leve rubor com a recordação
era tempo terno, tempo de ilusão
agora as recordações já se sobrepõem,
minha expressão já envelhecida
já lhe escapam os traços,
tudo são interrogações e expectavivas
os sorrisos, os passos... que fez o tempo
da minha vida?
Mergulho no passado
docemente recolhida...

Erro ao acaso pelo cais da vida
bate-me à porta a saudade
e num sonho revejo
com felicidade, e súbita
iluminação interior
os melhores tempos, tempos d'amor

meu pensamento voa
levando meus olhos numa aventura
excessiva,
o coração ama,
o sentimento não extinto
porque é amor o que sinto
viva, viva apelando à vida
degrau a degrau me facilite a subida.

meu coração ainda existe
numa teimosa nostalgia
que me ata à vida...

natalia nuno
rosafogo





pensamento



O passado é remota fragrãncia existente em nós,  o presente é tão inocente, tão criança, que nem a si se conhece... é um sopro cristalino, como pode saber que existe? E o amanhã é folha de trevo difícil de encontrar.

natalia nuno
rosafogo

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

amor-perfeito...



abres minha mão para ler suas linhas
me assusto com a falta de teus beijos
pressentes espasmos de meus desejos
nos sonhos que em mim desalinhas?

vou-me encostando ao teu peito, agora
deixa-me sonhar sonhos que vêm de ti
não me impeças de caminhar nesta hora
quem sabe... a próxima não estarei aqui!

deixa-me partir quando as rosas abrirem
deixa alimentar o sonho q' em mim viveu
deixa os meus olhos morrendo, ainda rirem

acode aos meus lábios e deixa-me no peito
este vivo amor que um dia me enlouqueceu
explodindo em m' coração, amor perfeito...

rosafogo
natalia nuno



domingo, 2 de novembro de 2014

em fogo assim vive...o coração



arde-me uma dor no peito que deita 
chama, que inflama, sangra e definha
fantasma que estrebucha está à espreita
que retira a esperança q' do amor vinha

mas de tão pouco serve o sofrer assim
em lágrimas se debulha... o olhar meu!
nas horas inquietas que passam por mim
vive a saudade daquele amor q'era só teu

doença maior, só esta eterna saudade
magia nesta m' longa e solitária travessia
onde o recordar-te é bem que me acaricia

nossos sonhos ficarão para a eternidade
e esta dor no peito... irei senti-la ainda?!
palavras se esgotam, mas a dor não finda.

natalia nuno
rosafogo








sexta-feira, 31 de outubro de 2014

pensamento...



Olhamos as coisas ao nosso redor, vamos direccionando o olhar até ao infinito...será que elas nos olham também, mas não conseguem manifestar-se?